Correm em gotas os fios de luz
no repouso da cama moribunda das folhas.
Não reparas no passeio do vento.
Sentes o borbulhar dos charcos e o balbuciar de ramos inquietos.
Olhas e perguntas por ti na sombra do musgo
colado à casca dos troncos.
Aquietas-te.
Fixas as tuas mãos.
Elas abrem-se olhando-te
e numa resposta tímida mostram-te
no repouso da cama moribunda das folhas.
Não reparas no passeio do vento.
Sentes o borbulhar dos charcos e o balbuciar de ramos inquietos.
Olhas e perguntas por ti na sombra do musgo
colado à casca dos troncos.
Aquietas-te.
Fixas as tuas mãos.
Elas abrem-se olhando-te
e numa resposta tímida mostram-te
o espelho de outros
outonos
que lhe foram chegando devagarinho
que lhe foram chegando devagarinho
depondo folhas amarelas sobre os regatos
que circulam por entre os dedos, sumindo.
que circulam por entre os dedos, sumindo.
Manuela Barroso
4 comentários:
Linda e intensa inspiração! Adorei a poesia!
A natureza nos impacta!
beijos, chica
Amiga Manuela, boa tarde de paz!
Tudo precisa ser contemplado na natureza bela.
Se não prestamos atenção, tudo passa despercebido, sem o devido valor.
Belo!
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
O correr dos rios e as vidas de suas margens, o som das aguas, o levar as folhas secas sem destino, mas o rio sabe seu destino pelos vales e cachoeiras onde pousam nossos olhos cheios de poesias.
Lindo olhar e poesia Manuela.
Bela arte e elegancia.
Bjs
A vida passa e o tempo mostra-nos as margens de cada dia. As mãos em prece enchem-se de memórias sem círculos de sombra. Assim vamos refazendo a felicidade desejada. Tenho saudades de te falar, minha querida amiga, mas ando a evitar falar muito por motivos que conheces.
Tudo de bom.
Um beijo.
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