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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Bucolismo

 





Numa cálida tarde de verão, a monotonia do chocalho ecoava sereno, enquanto ia soprando uma brisa atrevida.
Já o sol se sossegava do dia corrido mas ainda a relva resplandecia no véu das sombras.
Despertando dos dias longos e quentes, espraio o olhar pelo verde da erva plana. 
Fiquei presa à paisagem daquele bucólico quadro campestre: Um rebanho, usufruindo da erva macia de um campo de golfe, agora jardim.
Tento aproximar-me desta meia realidade esquecida, que já cria inexistente e dos vultos que a custo distinguia. O sorriso abriu-se demorando me na paz do que a custo via. O pastor, no outono da vida, sossegando à sombra dos arbustos, enquanto os amigos fiéis se debatiam para manter a ordem no rebanho, enquanto o dono dormia.
Plasmei.
Demorei-me usufruindo da paz que aquela paz transmitia.
Esqueci-me do tempo, esquecendo-me de mim.
E sorria.
Haja paz, assim, em cada dia!


Manuela Barroso
Imagem da net

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