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terça-feira, 5 de março de 2024

Voa

 





Voa livremente como uma gaivota
Plana levemente como a brisa
Que sempre te abrirá uma rota
Um rumo certo que te abriga
 
E se vires que não consegues planar
Vê-te como uma nuvem passageira
Que não corre, vê que se passeia
Suavemente, sempre a divagar 
 
Afinal, porque sempre corres?
Porque fazes tudo tanto à pressa
Como quem anda a intentar mentir?
 
Na morte, como de resto, na vida
Tudo se harmoniza com o tempo certo
Não te vale a pena andares a fugir.


Manuela Barroso, "Luminescências"