Quando te cansares do lago onde
adormece o eco das sandálias, leva
água nos bolsos. rega a almofada da lua
e frui da lentidão opaca da luz
onde dormem os morcegos. sobrevoa
o cálice sonâmbulo dos narcisos
onde o pólen é o anfiteatro interdito
à sede impaciente das fontes.
E não te escondas na contraluz peregrina
da voz que ressoa nas mãos das árvores
e rios selvagens num incêndio roubado
à ansiosa inquietação do caminho que te resta.
Atravessas a orfandade da aragem muda
para deparares com a transparência fluida do etéreo.
adormece o eco das sandálias, leva
água nos bolsos. rega a almofada da lua
e frui da lentidão opaca da luz
onde dormem os morcegos. sobrevoa
o cálice sonâmbulo dos narcisos
à sede impaciente das fontes.
E não te escondas na contraluz peregrina
e rios selvagens num incêndio roubado
à ansiosa inquietação do caminho que te resta.
para deparares com a transparência fluida do etéreo.
Manuela Barroso
