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domingo, 5 de março de 2023

Bendito o Universo

  




A minha participação na proposta poética da amiga Rosélia para o mês da poesia




Bendito o Universo do sol-posto
Bendito o Universo das manhãs frias
Bendita a lenta calma do cair da tarde
Que traz do sino longo o som das Avé-Marias!

Bendito o sol que ilumina toda a Terra
Bendita a nuvem que carrega a água pura
Bendito o orvalho tecido entre as flores
Que escorre por entre as folhas com brandura!

Bendito o gorjeio sadio dos pardais
Que acordam a Natureza adormecida
Benditas as ondas que beijam os areais
Emprestando ao mar alegria e vida!

E o Sol se ergue tranquilo e morno
Trazendo à Terra inteira harmonia
E cá no mundo tudo corre mansamente
Como preguiçoso rio, sem corrente
Num hino de louvor e alegria.


Manuela Barroso

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Saber-te

 
       Comemoração do dia de S. Valentim, a convite do Juvenal 
                               do Blog "Palavras Aladas"





Saber-te longe ou perto, que importa
se os passos do teu sorriso
me conduzem ao bucolismo do vale
onde se espraiam os meus sentidos?
 
Aproxima docemente o teu olhar do meu vulto
cercado das espigas amarelas do trigal
na elegância do bailado nas asas dos sopros de brisa
exultando a terra, no aroma outonal.
 
Leva-me na transparência do brilho
no voo das tintas dos teus olhos
para morrer na insónia das tuas mãos.
E no mistério da penumbra
divagaremos na íntima muralha
enquanto a noite se afunda.

Manuela Barroso in  "Luminescências"-2019

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Tu não recordas

 







Tu não recordas
mas os hinos do Cosmos são o êxtase que não encontras na Terra
As palavras são objetos concretos que a música traduz na
sonoridade das estrelas!
A Essência que és preenche-se de Infinitos
As cordas são a luz alargada no Espaço onde a velocidade canta
a Eternidade que não compreendes
O espelho da Terra sobe em cânticos atravessando a poeira dos
tempos acompanhando o poema da vida
Nas cordas das auroras escondem-se outras músicas que não
vais decifrar
Na harpa das açucenas não ouves o som do pólen em reflexos de amor
Nos olhos das violetas não ouves a música da cor
O véu que cobre o que parece invisível
é o mistério da Beleza que fala no Silêncio
em  eternos salmos de Amor.


Manuela Barrroso

 


sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Feliz Ano Novo

 


Apesar de tantas raivas, descréditos, desilusões, ingratidões, injustiças...
 não podemos dar-nos por vencidos e  olhar passivamente para as ondas
que nos engolem como monstros tentando afogar os nossos gritos
nem por ventos que derrubam nossos sonhos.
Ás vezes parece que tudo é irremediável...
...e olhamos o vazio na impassividade da impotência
Mas a força está dentro de cada Homem, na sua  coragem
de enfrentar um novo dia , único, sempre desigual.
Na confiança em cada amigo que nos aperta com aquele abraço reconfortante e quente
No amor que sentimos por um ser diferente de todos...e que vale por todas as luzes
por todas as horas.
No viver  cada  dia de sol ou chuva com entusiasmo adolescente...

QUE O ANO DE 2023 SEJA REPLETO DE BÊNÇÃOS E VENTURAS

 

  


 



A todos os amigos e amigas endereço os meus melhores votos de um FELIZ ANO NOVO, onde se realizem todos os vossos anseios.

Obrigada pela vossa presença, companhia, carinho e delicadeza, nas palavras  tão generosas.

 

Terno e grande abraço!

 

Manuela Barroso





domingo, 11 de dezembro de 2022

XIII Interacção Fraterna de Natal

     
A convite da Amiga Rosélia, a minha participação nesta Interacção Fraterna de Natal
                                       

 


Natal!
É mistério. É magia .

É  miscelânea de sabores e sons em toadas de alegria.
É família, é paz, é harmonia.
É calor , é lareira, pinhas de pinheiros mansos à nossa beira .
É cheirinho a canela , mesa grande 
Sapatinho , chaminé e toda a fantasia.

Por isso...

Hoje escrevo de branco
como o floco de neve
que cobre com o seu manto
as palhinhas ao de leve
 
Não acordem o Menino
acabado de nascer
num cantinho pequenino
onde ninguém quis viver
 
É nesta simplicidade
que Ele  nasce sem trono
sem ouros e sem vaidade
que a beleza da humildade
é ter tudo como uma ave
ser o cântico da liberdade
não ser servo nem ser dono.
 
Foi a boa nova que trouxe
a doutrina que deixou
e como se fosse pouco
deu a vida porque amou!
 
Obrigada, meu Menino,
contigo nada mais foi igual
tão bom ser-se pequenino
Obrigada pelo teu Natal!

 ☹☹

( Mas hoje olhando a vidraça
fazem-se vultos lá fora
vozes famintas de crianças 
e minha alma triste chora.)

Manuela Barroso  

 

Queridos amigo/as


Embora o Tempo seja de profunda consternação Humana pelos Irmãos que vemos padecer e os que nem imaginamos o seu sofrimento,confesso sentir um certo pudor recordar as minhas tão alegres Festas de Natal. Mas é uma urgência recordar sempre o nascimento de Jesus porque se pela sua vinda renascemos  pelo seu Amor e Morte não morremos jamais. Assim creio.

Para todos/as, o meu fraterno abraço!