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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Era aqui

 

 Martin Rak
                                                                         



Era aqui que os passos se difundiam 
na poeira que abafava o silêncio.
Deslizavam como quem caminha 
para a eternidade, na demolição 
do resto do tempo, destruindo 
juventude em ruínas. 
 
O sonho 
prosseguirá nas águas flutuantes 
das marés da imaginação, confluindo 
com o fogo campestre do fulgor das
papoilas. 
 
Tudo permanecerá imutável, 
excepto as ruínas da saudade na rota 
do grande círculo onde sempre se
procura o que não nos preenche.
 

 Manuela Barroso, “Luminescências”

 



 Aves de Portugal
Chapim Real



Saúde e Alegria para todos!

8 comentários:

Margarida Pires disse...

Que harmonioso.
Um doce abracinho!
❤😘❤ Megy Maia

Ailime disse...

Boa noite Manuela,
Um poema belo, pleno de profundidade, que muito apreciei, para reflexão...
Beijinhos e um bom fim de semana.
Ailime

Graça Pires disse...

As marés da imaginação. O fulgor das papoilas. Os gestos e os passos que tornam evidente uma saudade próxima de tudo o que desejámos e continuamos a desejar.
Um poema intenso, minha Amiga Manuela! E como gostei da imagem...
Tudo de bom para ti.
Um beijo enorme.

Elvira Carvalho disse...

Como sempre um poema que me encantou.
Abraço e saúde

Gracita disse...

Querida comadre,
É sempre um prazer deixar-me envolver pelas belas metáforas do seu caseado poético
E tudo em comunhão numa perfeita sincronia de dizeres em poesia
Beijinhos e um feliz domingo

A Nossa Travessa disse...

Hoje o meu comentário é muito especial e não reflecte o que penso sobre o vosso post, mas sim serve para vos avisar que voltou a maldita bipolar, Por isso peço muita desculpa de não corresponder ao que escrevem. Pela minha parte e tentando fazer uma terapêutica ocupacional irei tentando escrever umas coisas para não perder o fio à meada. Muo obrigado.
Henrique

Majo Dutra disse...

Belíssimo, querida Poetisa!
Uma composição poética iluminada e elegante...
Dias felizes e inspirados. Beijinhos
~~~~~~~~

Ana Freire disse...

Era aqui... uma maravilhosa descrição poética de um daqueles lugares que nos bastam... e que sabemos não existir mais nenhum outro no mundo...
Uma leitura absoluta deliciosa... e acompanhada de belas imagens, que tão bem a complementam!
Um beijinho! Continuação de uma feliz semana!
Ana