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sábado, 8 de janeiro de 2011

TON NOM...



Le soleil s´endormait
Tu venais la nuit
Au clair de la lune...

...Et j´écrivais ton nom...


Puis la nuit, elle s´endormait
Aussi
...Tendrement sur les eaux de la mer
Tandis que j´écrivais ton nom!


Et je me réveillais le petit matin
Quand le soleil se levait doucement...

...Et j´écrivais ton nom!


Cependant les jours et les nuits
Sont alors le chemin de l´avenir...
...Et voilà...je suis pressée
D´oublier ton nom...

...Et j´ai oublié ton nom!
Mais
J´éssaie ne pas oublier ton nom...

Manuela.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ONTEM

Doces flores desenharam uma imagem...
...E as pétalas viçosas de maio florido, exibiam com o seu charme, a alegria da vida.Todo o seu esplendor se prolongava também no sol de junho, com cores mais densas do que nunca...
... Era o deslumbramento da beleza escondida dentro da corola fechada em si mesma com a timidez de quem vem fora de tempo...
O dia levantava-se preguiçoso como uma criança e a flor crescia maravilhada em simplicidade e candura. A sua graça e delicadeza eram as pérolas feitas gotas de orvalho como um beijo que atravessava o ar da neblina matinal!
E o dia crescia e pensava na noite.
No silêncio da noite. Nos segredos da noite. Nos sorrisos da noite...
...E a noite dormia com a flor e com o dia.
...E a noite sorria nos sonhos inacabados onde navegava em"péniches" e gôndolas...
...E o tempo parava na noite e a noite parava o tempo!
...E o sorriso da noite era agora um vulcão de alegria.
...E os segredos da noite eram a consonância de pensamentos e desejos...
...E o silêncio era o mundo onde cabiam todos os sonhos...
Agora é no silêncio onde se guardam todas as memórias...
...E é neste mundo hermético onde me fecho, me aprisiono, me oprimo, me cmprimo, me deprimo e...afirmo...
...As noites morrem no sono...
...Os dias morrem sem flores...
...Noites e dias já não têm as mesmas cores!...
...
" Tudo o mais se renova..."
E também virá a cura...
...Como as flores
E a fruta doce, madura!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

E...
Cada dia brotam flores
Cada dia é Novo Ano
Cada dia é cada noite
Cada dia desce o pano!
E enquanto o pano desce
Brindemos com energia
Aos amores e amizades
Parte da nossa alegria!
UM FELIZ ANO!
Manuela Barroso

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PALAVRAS

Sobe o tempo na ampulheta da vida
Cai o pó esférico
Gota a gota
Numa calma
Desmedida.
E as palavras sobram
Em estáticos sentimentos
Procurando à deriva
Dar forma ao pensamento.

Entrelaçadas nos olhos
São a luz e são a cor
Entrelaçadas nas maõs
São presença e vida
Amor
Entrelaçadas nos sons
São música na poesia
...E na ausência de laços
Eis a porta que se fecha
Dentro de uma casa vazia!

m. barroso

Dez,2010

FELIZ 2011



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

NEVE E FRIO


Branco e frio.

A água dança agora no céu metálico, arrastando o seu vestido branco pelo chão das árvores num noivado colectivo. Ora envoltas em longos mantos cuspindo reflexos de cristais, ora cingidas em flocos deixando antecipar formas concupiscentes em vestidos longitudianis...
E nesta serenidade branca, todas as oscilações da Natureza são aceites com a mesma brandura.
Dançam com o vento, choram com a chuva, e abrem os braços com o sol...
E tu? E eu?
Nós somos um capricho!
Somos o frio, o calor, o mau humor...
Não sabemos sorrir para a vida, mesmo quando o sol fica no limite do nosso olhar...
Quando a noite se deita gélida no teu corpo que não aquece.
Quando os pés entorpecidos esquecem que o frio não visita só as mãos pensantes e a alma em silêncio...porque tu és um todo como o todo das partículas da neve!
E ignoras o calor que nasce dentro de ti e que é a fogueira que te aquece e te prepara para esta hibernação contrariada...
...E o frio torna-se mais frio, quando ficas frio...
...Porque o frio também é calor, a neve também é quente quando a tua mão toca na minha e fala... ...
Quando os dedos se entrelaçam numa linguagem terna como os laços dos flocos nos braços da madrugada!
...Quando os olhos fecham as cortinas e imaginam a música crepitante de uma lareira, na companhia dos reflexos aconchegantes e envolventes que se encostam timidamente ao teu peito...
...Quando ouves o suave toque do algodão aquoso na tua vidraça e sabes que não é o teu coração...
...Quando ficas "encolhidinho" à espera da incerteza ou do uivo do vento e sentes o cobertor mole que te aconchega como os braços da lua...
...Quando ficas a saborear o tempo do tempo que faz...
...E o Branco da Neve, pode ser o branco das manhãs de março, quando esperas a Primavera.
...E aceitas que o frio pode ser calor...porque nem sempre o calor é quente, com sabor a mãe!
...E aceitas que a neve é calor, não aceitando o frio da alma.
Prisão e liberdade...
São faces de amor que nem sempre tem a mesma face...

...E chama-se amor!