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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

4o Encontro Temático- Um Poema de Natal- Juvenal

 

 4º ENCONTRO TEMÁTICO

UM POEMA DE NATAL

Participação do amigo Juvenal do blog "Palavras Aladas"






Nasceu pequenino em Belém 
E é tão grande seu tamanho 
Mas como tudo o que provem 
Da humildade e grandeza 
Preferiu sua pobreza
A ser da riqueza refém

Mas era Deus feito homem 
A quem os anjos louvaram 
E enquanto os animais dormem 
Os pastores o adoraram 

Bem-vindo meu Jesus Menino 
Porque à Terra desceste 
E para  resgatar a humanidade 
Te fizeste Homem. Nela nasceste. 

Manuela Barroso












quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

IX Interação de Natal

 

                                    XV Interação de Natal
                         Convite da amiga Rosélia Bezerra 
                     




 Tema: "Se o Menino Deus Nascesse no Litoral"




Hoje escrevo de branco

como o floco de neve

que cobre com o seu manto

as palhinhas ao de leve

 

Não acordem o Menino

acabado de nascer

num cantinho pequenino

onde ninguém quis viver

 

Escolheu a manjedoura para na Terra nascer

não o embalo das águas nem a praia de areia fina

nem o cetim da espuma branca para  ao sol  adormecer.

 

Seja na Terra ou no Mar que quiseste vir à luz

és sempre o Ser mais amado e também o mais sagrado,

nosso Menino Jesus

 

 

É nesta simplicidade

que Ele  nasce sem trono

sem ouros e sem vaidade

que a beleza da humildade

é ter tudo como uma ave

ser o cântico da liberdade

não ser servo nem ser dono.

 

Foi a boa nova que trouxe

a doutrina que deixou

e como se fosse pouco

deu a vida porque amou!

 

Obrigada, meu Menino,

contigo nada mais foi igual

tão bom ser-se pequenino

Obrigada pelo teu Natal!



Manuela Barroso


 





                                                      Feliz Natal para todos

 




segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Acomosdas-te

 





Acomodas-te ao vício do vento que te vende 
o valor do vazio no infinito de ti. 
Mas não ao fogo-fátuo, tragando de uma só vez, 
a vida que carbonizas em vertiginosa rapidez. 
 
És a essência da verdade que se esconde no escuro
e o muro do tempo que se perdeu no futuro. 
 
Te direi que
impávida com o tempo, 
serei a árvore plantada, à tua espera, 
aguardando, paciente, a seiva da alegria 
em cada folha de primavera.
 
 

Manuela Barroso


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Feliz Aniversário, Graça Pires!

                                                                        

                                                                   PARABÉNS!

                                                                                


NESTAS GOTAS FICARÃO CRISTALIZADOS OS  VOTOS  DE SAÚDE, PAZ, ALEGRIA E TODA A FELICIDADE QUE PROCURAS E TE PROCURA, POETA!
MUITOS PARABÉNS!



Por vezes
nascem pedaços de lua rasgando sombras no peito
Por vezes
há barcos de flores que pernoitam na maresia da tarde 
Outras vezes
há a chuva miúda embalando sementes por nascer
Tantas vezes
há abraços sentidos que apertam corações na flor da madrugada.
 
Quantas vezes
 há pássaros longínquos trazendo água nas asas
 e constroem ninhos nos ramos cobertos de mel.
 
 E no horizonte mudo, a imagem do improviso
funde- se gota a gota num baú de rosas perfumadas  
com a luz acabada de nascer,  numa claridade que cega.

 

Manuela Barroso

Dedicada à minha amiga poeta , Graça Pires

Novembro 2024-11-22

















quarta-feira, 13 de novembro de 2024

À Noite

 


 

As palavras deitam-se ao ritmo das horas incertas dos espaços mentais…
Os números do tempo aquietam-se no sossego e tranquilidade da noite.
Ouve-se um sussurro quente que mexe a roupa nos estendais…
O vulto de mim, aproxima-se da janela aberta que me abraça com a noite.
O ventinho morno convida para um “tête-à- tête”, na noite cálida.
Aceito.
O som continua cavo, vindo das profundezas do horizonte que já não lobrigo.
Tudo calmo.
Só um vento mensageiro de mistérios que se escondem nas esquinas esconsas da cidade.
A roupa continua a dançar no estendal, como num bailado de fantasmas…
…E o olhar perde-se por instantes, prendendo-se ao piar pegajoso das gaivotas.
Saboreio esta mensagem de ar, com as castanhas de S.Martinho.
Mistura de sabores que vagueiam no cérebro, onde dormem recordações…
…E a leitura da brisa começa a saber a arrepio, a saudades nocturnas…
Olhos que se deitaram no céu, perdiam-se agora em lembranças fugidias que o inconsciente teima avivar…
Uma espécie de “déjà vu” retira-me da janela que agora fecho com a alma dos olhos e empurro com as mãos.
Recolho o silêncio da noite e deponho-o no meu leito…
…é com ele que me deito!
 

                                       

Texto-Manuela Barroso

Imagem-Da Net