Hoje, não cantes a primavera que nasce nos outeiros.
Chovem outonos em mim com folhas secas pelo meio.
As rosas perderam a cor,
os lírios perderam asas,
as aves perderam chuvas de penas, na pena do desamor.
O sol emudeceu a luz,
as nuvens já não cavalgam no céu.
Quero tréguas neste trepidar da calma
que foge, que me arrasta.
Deixa uma vez, a solidão morar comigo
na casa que construiu
nos marfins das noite sem estrelas.
Quero a paz da luz, a alegria da noite no refúgio
da solidão.
Quero ninhos no silêncio das alvoradas,
acordar no linho dos lençóis
despertar com o sorriso do orvalho
na frescura das madrugadas.
Chovem outonos em mim com folhas secas pelo meio.
As rosas perderam a cor,
os lírios perderam asas,
as aves perderam chuvas de penas, na pena do desamor.
O sol emudeceu a luz,
as nuvens já não cavalgam no céu.
Quero tréguas neste trepidar da calma
que foge, que me arrasta.
Deixa uma vez, a solidão morar comigo
na casa que construiu
nos marfins das noite sem estrelas.
Quero a paz da luz, a alegria da noite no refúgio
da solidão.
Quero ninhos no silêncio das alvoradas,
acordar no linho dos lençóis
despertar com o sorriso do orvalho
na frescura das madrugadas.
Manuela Barroso, in Luminescências

5 comentários:
"Quero a paz da luz, a alegria da noite no refúgio da solidão", escreveste. Terás tudo isso, com a manhã enrolada no olhar e um pássaro desvairado dentro do peito. Sempre um sonho nos arrasta
por isso é sempre tua toda a frescura das madrugadas. Lindíssimo poema, minha querida amiga.
Tudo dez bom.
Sente o meu abraço.
Oi kirida poeta
Leio seu poema com os olhos do rosto, mas, sobretudo, com os do coração, tanto que lhes nos escapa... os nossos outonos .o silencio das alvoradas, tudo tão lindo, Manuela que saio sensibilizada pelo seu dom de me emocionar .
Beijinho e fica bem !
Bons dias , amiga , muitos abraços.
"[...] Quero ninhos no silêncio das alvoradas,
acordar no linho dos lençóis
despertar com o sorriso do orvalho
na frescura das madrugadas."
Um sentido único na perfeição da Poesia.
A sensibilidade cresce a cada Verso, Manuela. Isso, é vivência e sentimento.
Parabéns, Amiga.
Beijo,
SOL da Esteva
Querida Manuela
Que palavras mágicas lemos neste belo poema.
Abstrairmo-nos da Primavera para cantar a vida
que se apresenta seja na solidão, no acordar nos lençóis
de linho e no segredo das madrugadas.
Mas sempre a natureza a comandar as nossas emoções.
Beijinhos, minha amiga.
Olinda
Boa tarde Manuela,
Que poema tão belo! Que sensibilidade poética, minha Amiga Poeta!
Saio daqui com o coração cheio das suas palavras, dos seus sentires, que tanto me emocionaram.
Obrigada!
Um grande beijinho.
Emília
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