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domingo, 11 de abril de 2021

Fizeste-me

 



Fizeste-me cântico em versos de vidro
na imensidão  do cosmos onde fulgura 
toda a exatidão do belo.
Tudo parece imutável
na plenitude serena dos astros
e na ausência visível  do turbilhão
efervescente dos magmas.
Mas
tudo é um poema em incandescência.
 
Deixa-me que me transporte para a
serenidade inalterável da luz das memórias
onde me esperará uma sinfonia de estrelas
na imaterialidade dos Tempos.

 

Manuela Barroso


16 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Deixa-me que me transporte para a
serenidade inalterável da luz das memórias.

Querida amiga Manuela, bom domingo!
Lindas memórias permeiam nosso 💙 e que elas nos façam no melhor de nós.
Tenha novos dias abençoados!
Beijinhos carinhosos e fraternos

chica disse...

Maravilhosa e sensibilidade sempre à mil! bjs, chica

A Paixão da Isa disse...

um feliz domingo muito bonito poema bjs

Emília Pinto disse...

" Tudo parece imutável" quando paramos para reflectir, para deixar vir " à tona " as nossas recordações, todas elas, não só as boas; elas misturam-se e por vezes não conseguimos afastar aquelas que ainda nos doem. É bom que saibamos parar, ficar no silencio como se o mundo tivesse parado e nada tivesse mudado, aquietando assim a " turbulência " interior que nos assola vez ou outra. Mas... tudo muda, afinal, e nós também acompanhamos a mudança, ficando diferentes a cada instante que passa. Os momentos que atravessamos têm sido dolorosos e, dificilmente , não deixarão marcas em todos nós; deixarão cicatrizes, pelo menos naqueles que tem consciência de que o sofrimento dos outros não deve ser menosprezado. Ainda há pouco passei na minha Aldeia e recordações boas encheram-me de nostalgia, principalmente porque fui dar um abraço à mulher e filhos de um senhor que faleceu hoje e que teve uma importância imensa na minha criancice; foi um misto de emoções e, ao olhar a casa dele, vizinha daquela onde cresci e vivi até casar, tive a sensação de que " tudo " parece imutável ", porque as duas casas lá estão, no mesmo lugar, uma já vazia de gente, outra, hoje, vazia de alegria, parecendo chorar a perda de quem a ergueu. Desculpa o desabafo, Manuela, mas estas " inquietudes" fazem parte da vida e, apesar de tudo, esta passagem deixou-me serena; há coisas que temos de fazer, temos de sentir, temos de viver se quisermos seguir em frente com paz de espirito. Um beijinho e SAÚDE para todos. Obrigada!
Emilia

Graça Pires disse...

"Tudo é um poema em incandescência". Sim minha Amiga tudo é esse poema, desde os versos de vidro, à plenitude dos astros, à luz das memórias, ao tempo imaterial... E que dizer da imagem que escolheste? Sinto que é um poema ligado a uma espiritualidade que só tu conheces.
Cuida-te bem, Manuela.
Uma boa semana.
Um beijo.

Elvira Carvalho disse...

Li e gostei imenso. Que posso dizer mais, que as comentadoras anteriores não tenham já dito?
Abraço, saúde e boa semana

Ana Freire disse...

Um poema muito belo... adorei este misto de eteridade e eternidade aliado às memórias, e que as suas inspiradoras palavras tão bem souberam abordar, Manuela! Mais uma verdadeira maravilha, por aqui!...
Beijinhos! Continuação de uma boa semana, com saúde!
Ana

Majo Dutra disse...

Como sempre, um manancial de imagens poéticas muito belas.

Um texto poético impecável!

Ainda em pausa, mas já regressando...

Saúde e dias agradáveis. Beijinhos
~~~

Teresa Almeida disse...

Etéreo e sensível teu poema. Parece que "apenas com o pensar se pudesse partir", mas está bem alicerçado na luz das memórias.

Um beijo, minha querida amiga Manuela.

Toninho disse...

Há no seu suspirar algo que encanta,
nuvens de poesia constante evolução,
nesta imaterialidade a todo instante.
E temos o poema no colo belamente.
Aplausos amiga pela arte tão elegante e bela.
Semana linda para você.
Beijos e paz amiga.

Ailime disse...

Boa tarde Manuela,
Um poema muito belo, diria divino, pleno de espiritualidade.
Gostei muito.
Um beijinho e saúde.
Ailime

Mar Arável disse...

Em Abril
o tempo está sempre em construção
Belo como sempre

© Piedade Araújo Sol disse...

Um poema cheio de sensibilidade.
O vidro que nos parte nas memórias silentes.
Uma foto de suporte muito bem escolhida para o poema além de ser também muito bela.
Obrigada pela visita.
Boa semana minha amiga Manuela com muita paz e saúde.
Beijinhos
:)

Majo Dutra disse...

Venho do A Vivenciar, agradecer a sua presença na minha ausência...

Dias agradáveis, querida poeta amiga. Beijinhos
~~~~~~~

A.S. disse...

Verdade Manuela!
Tudo é um poema em incandescência!
Encontrarás na serenidade da luz, a alegria nova e luminosa,
a pacífica respiração do oásis, a consistência dócil do universo!

Um carinhoso abraço!

Fá menor disse...

Que belo!

Por vezes só precisamos de um pouco dessa serenidade...

Bom fim-de-semana!

Beijinhos.