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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Donde nascem

 



Donde nascem esses olhos rosa
tatuados de música? De que penhascos
são feitos os instrumentos que atravessam
os desfiladeiros desafiando os voos
 
dessas notas musicais numa sinfonia azul?
De que matéria é feito o som que se 
transporta tão suavemente para esse
abismo donde não quero sair?
 
Junta todas as notas musicais  
na pauta da alma para que toque
a orquestra que os ouvidos se neguem  
esquecer. Que seja perene o arrebatamento
 
que emprenha a alma com esse canto
em uníssono e que fique escrito no teu rosto
os hieróglifos suspensos na sombra da tua
voz segredando baixinho as sombras  no
 
espelho do teu caminho. É que se soltam
notas veladas tão calmamente do peito
e num monólogo tão intenso, que os crisântemos
são o leito onde serenamente me quero silenciar,
deitando-me nas ondas, e nesta sonolência, repousar

20 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Bom dia de paz, querida amiga Manuela!
"Numa sinfonia azul"... tudo só pode estar muito bem, com um tom festivo, suave e alegre.
Um sono dos deuses se adormece assim, na certa.
Tenha novos dias abençoados!
Beijinhos com carinho de gratidão

Marli Soares Borges disse...

Lindo poema, meus aplausos.
"Que seja perene o arrebatamento".
Bjs, Marli
-
Blog da Marli

Fê blue bird disse...

Um intenso poema, quase uma prece, ou uma sinfonia onde o sonho quer repousar.
Gostei imenso , amiga Manuela.

Um beijinho.

Graça Pires disse...

Ao ler as palavras do poema quase ouço a sinfonia azul, com uma orquestra que os meus ouvidos também se negam a esquecer e onde "os crisântemos são o leito onde serenamente me quero silenciar. Senti cada palavra como se fosse minha, acredita. Belíssimo!
Continua a cuidar-te, minha Amiga.
Um beijo.

Ana Freire disse...

Um belo sentir poético, que nos revela um mágico lugar, que de facto, apetece descobrir... e onde nos apetece repousar!
Pura maravilha, Manuela! Para ler e reler...
Beijinho! Continuação de uma excelente semana, com saúde, para si e todos os seus! Tudo de bom!
Ana

Ana Freire disse...

Absolutamente deslumbrante, este poético entardecer, Manuela!...
Aplaudindo daqui!!! Adorei cada palavra!!!
Um beijinho grande!
Ana

Teresa Almeida disse...

Querida Manuela,
conheço os penhascos e os abismos. E ouço a melodia que ecoa nas tuas palavras. Deito-me nos crisântemos. Que paz!

Beijo grande.

Luísa Fernandes disse...

Olá Manuela!
Um poema deslumbrante, o entardecer é mágico ao som de uma bela sinfonia.
Gostei imensamente da inspiração poética. Parabéns pelo talento.
Beijos de paz fraterna.
Luísa Fernandes

Azka Kamil disse...

Bom dia de paz, querida amiga Manuela!

Maria Rodrigues disse...

Uma doce e melodiosa sinfonia, em forma de poesia.
Um poema sublime.
Beijinhos

Fá menor disse...

Belíssima sinfonia!

Beijinhos e bom fim-de-semana!

rere disse...

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Luiz Gomes disse...

Boa noite. Obrigado pelo lindo poema expressado por palavras ricas e especiais.

Toninho disse...

Donde vem esta paz, que esta melodia tem?
Donde vem esta calmaria no pouso dos pássaros.
Lindo Manuela esta suavidade no encantamento aos movimentos sonoros, que tanto nos enleva.
Aplausos pela inspirada sonoridade.
Beijo amiga e feliz domingo de uma semana abençoada.

© Piedade Araújo Sol disse...

Palavras belas, "cheirando" a música em acordes suaves.
Gostei muito.
Continuação de bom domingo e uma semana cheia de saúde e paz.
Beijinhos.
:)

Elvira Carvalho disse...

Belo e melodioso este poema.
Abraço, saúde e boa semana

. intemporal . disse...

Veladamente inquieta é a palavra que aqui reflete a inquietude do pensamento em desassossego. Belíssimo!

Um beijo meu.

Emília Pinto disse...

Raramente sabemos " donde vêm " os nossos sentimentos, as nossas emoções, as nossas " inquietudes", as nossas saudades de momentos e de pessoas; vem tudo, com certeza, da nossa alma, que se vê tomada de um emaranhado de questões tão grande que , por vezes se sente meio perdida. Não temos resposta para muitas das perguntas que fazemos a nós mesmos, todos os dias e isso inquieta-nos; a dado momento sentimos que seria bom seguir em frente, pé ante pé, bem devagarinho, deixando que a vida nos leve, sem tentarmos entender tudo o que ela nos vai mostrando. Estamos no tempo dos crisântemos e olhá-los sem pressa talvez nos dê a serenidade de que tanto precisamos. Os crisântemos para mim recordam momentos tristes e dolorosos, já que costumava ser a única flor que dava algum colorido ao dia sombrio que se avizinha; agora, tantas outras tentam substituir os lindos crisantemos brancos de outrora, mas para mim, continuam a ter o mesmo sgnificado. Que a vida te abençoe com SAÚDE, querida Manuela e que essa " sinfonia azul " continue a invadir o teu coração que, desejo, esteja sereno hoje e sempre. Um beijinho carregadinho de amizade
Emilia

Majo Dutra disse...

E, POR FIM, OS CRISÂNTEMOS, TÃO FRESCOS E SUAVES...

BELÍSSIMO, ESTIMADA, POETA AMIGA!... BEIJOS.
~~~~~

Fianda Briliyandi disse...

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