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domingo, 22 de dezembro de 2024

Feliz Natal









NATAL


No  cume branco das madrugadas
Enquanto  descia lenta  a neblina
Subiam saudades redobradas
De quando eu ainda era menina.
 
Um cheiro mole, espesso a nevoeiro
Atravessava lento o pinheiral
Peneirando sobre o musgo primeiro
Depois na minha árvore de Natal
 
Trazida em festa e a solenidade
Com que sempre se celebra o Amor.
O presépio nascia na  verdade
  
Com aquela  inocência sem idade
Onde  nos acaricia o calor
Que devia envolver a humanidade.
 
 
Manuela Barroso

 












Queridos e queridas Amigas

Mais que nunca cumpre-nos que dar testemunho de um Menino que nascendo se fez Homem em tudo igual a nós, tudo pelo Amor - que ainda não compreendemos nem seremos capazes de imaginar tal dimensão-de Deus Pai.

Numa sociedade onde cada vez  mais apóstata, há valores - mesmo de outros credos religiosos- que fazem parte da nossa cultura e se vão perdendo.

É na comunhão deste verdadeiro espírito natalício que desejo a todos

Um Santo e Feliz Natal!



















 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

4o Encontro Temático- Um Poema de Natal- Juvenal

 

 4º ENCONTRO TEMÁTICO

UM POEMA DE NATAL

Participação do amigo Juvenal do blog "Palavras Aladas"






Nasceu pequenino em Belém 
E é tão grande seu tamanho 
Mas como tudo o que provem 
Da humildade e grandeza 
Preferiu sua pobreza
A ser da riqueza refém

Mas era Deus feito homem 
A quem os anjos louvaram 
E enquanto os animais dormem 
Os pastores o adoraram 

Bem-vindo meu Jesus Menino 
Porque à Terra desceste 
E para  resgatar a humanidade 
Te fizeste Homem. Nela nasceste. 

Manuela Barroso












quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

IX Interação de Natal

 

                                    XV Interação de Natal
                         Convite da amiga Rosélia Bezerra 
                     




 Tema: "Se o Menino Deus Nascesse no Litoral"




Hoje escrevo de branco

como o floco de neve

que cobre com o seu manto

as palhinhas ao de leve

 

Não acordem o Menino

acabado de nascer

num cantinho pequenino

onde ninguém quis viver

 

Escolheu a manjedoura para na Terra nascer

não o embalo das águas nem a praia de areia fina

nem o cetim da espuma branca para  ao sol  adormecer.

 

Seja na Terra ou no Mar que quiseste vir à luz

és sempre o Ser mais amado e também o mais sagrado,

nosso Menino Jesus

 

 

É nesta simplicidade

que Ele  nasce sem trono

sem ouros e sem vaidade

que a beleza da humildade

é ter tudo como uma ave

ser o cântico da liberdade

não ser servo nem ser dono.

 

Foi a boa nova que trouxe

a doutrina que deixou

e como se fosse pouco

deu a vida porque amou!

 

Obrigada, meu Menino,

contigo nada mais foi igual

tão bom ser-se pequenino

Obrigada pelo teu Natal!



Manuela Barroso


 





                                                      Feliz Natal para todos

 




segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Acomosdas-te

 





Acomodas-te ao vício do vento que te vende 
o valor do vazio no infinito de ti. 
Mas não ao fogo-fátuo, tragando de uma só vez, 
a vida que carbonizas em vertiginosa rapidez. 
 
És a essência da verdade que se esconde no escuro
e o muro do tempo que se perdeu no futuro. 
 
Te direi que
impávida com o tempo, 
serei a árvore plantada, à tua espera, 
aguardando, paciente, a seiva da alegria 
em cada folha de primavera.
 
 

Manuela Barroso


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Feliz Aniversário, Graça Pires!

                                                                        

                                                                   PARABÉNS!

                                                                                


NESTAS GOTAS FICARÃO CRISTALIZADOS OS  VOTOS  DE SAÚDE, PAZ, ALEGRIA E TODA A FELICIDADE QUE PROCURAS E TE PROCURA, POETA!
MUITOS PARABÉNS!



Por vezes
nascem pedaços de lua rasgando sombras no peito
Por vezes
há barcos de flores que pernoitam na maresia da tarde 
Outras vezes
há a chuva miúda embalando sementes por nascer
Tantas vezes
há abraços sentidos que apertam corações na flor da madrugada.
 
Quantas vezes
 há pássaros longínquos trazendo água nas asas
 e constroem ninhos nos ramos cobertos de mel.
 
 E no horizonte mudo, a imagem do improviso
funde- se gota a gota num baú de rosas perfumadas  
com a luz acabada de nascer,  numa claridade que cega.

 

Manuela Barroso

Dedicada à minha amiga poeta , Graça Pires

Novembro 2024-11-22