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terça-feira, 5 de maio de 2020

Maio e minhas Rosas!






Explode, mês de Maio
Faz nascer também em mim
Uma flor cada dia
E canteiros de jasmim.
Explode, mês de Maio
Rebenta os nabos das flores
Faz dançar as folhas tenras
Faz nascer também odores
Explode, mês de Maio
Também és mês de Maria
Mesmo aqueles que não crêem
Lembram, no sino, a alegria.

E se palavras tivesse
Para explodir o que sinto
O mundo seria uma flor
Um jardim feito de amor
Neste canto tão faminto.

                   Manuela Barroso




 

 Rosas Minhas


domingo, 3 de maio de 2020

Mãe


 Foto minha
Sem palavras
porque te vejo em cada canto
em cada cor
em cada paisagem
em cada flor
e em cada sol-pôr.

Mbarroso

 Foto minha




sábado, 25 de abril de 2020

Liberdade e Poesia de Graça Pires


Graça Pires

Lançamento online agora




Encontrou-o à entrada do deserto,
absorto, como se conhecesse
todas as invocações do silêncio.
Lia-se nos olhos dele a atracção pelo vento,
pelas areias, pelo espaço imenso, pela solidão.
Ela saía do deserto. O mesmo deserto.
Trazia um cacto murcho em cada mão
e um rio seco a escamar-lhe a pele.
Olharam-se. E ela contou-lhe.
Contou-lhe das vezes que se afogou no chão
pensando que era água;
como rebentaram seus lábios pela sede interminável.
Disse-lhe que quase morreu com saudades do mar;
que bebeu o próprio sangue para curar a febre e o delírio.
Falou-lhe do medo e do cansaço que venceu
cambaleando, rastejando, dormindo agarrada à noite.
Ele hesitou.
Depois, com uma quietude que só nos prodígios acontece, pegou-lhe na mão e foi com ela até ao mar.

Graça Pires- a Solidão é como o Vento
















GRAÇA PIRES, a nossa grande Poeta,  vai lançar mais um livro de histórias- poema de uma beleza fabulosa com o título “ A SOLIDÃO É COMO O VENTO”.
Uma vez que o confinamento em que vivemos actualmente, não permite que seja presencial quer em Lisboa quer no Porto, este lançamento será feito online - Facebook.
O abraço de Parabéns será virtual. Mas os seus POEMAS serão eternos.
O maior sucesso, querida amiga. 
Que o mundo literário reconheça muito mais o teu valor, apesar dos muitos e avalizados Prémios que já possuis.
Terno Abraço.

Manuela Barroso

*
O lançamento do livro “A Solidão é como o Vento” será no dia 1 de Maio no Facebook da Poética Edições.
A  Editora está a fazer uma pré-venda com 20% de desconto até 30 de Abril. É bom para quem tiver gosto em adquirir o livro.
Aqui vão os links do youtube, onde já está o vídeo, e da loja online



https://www.youtube.com/watch?v=2Z20pDs1YMY 




sábado, 4 de abril de 2020

O Céu metálico


O céu metálico sobrevoa, esta floresta de cabelos humanos, invadidos por rajadas de
medos, emparedando-os na angústia do abandono e desencanto, como berlindes ansiosos, em declives verticais, em voos  picados e  pesados de encontro ao abismo.

A solidão gela a amargura das horas com sede de vingança.
E crepita a ânsia de liberdade pela Dignidade e Igualdade Humanas.
Uma estranha prisão com grades frias, intransponíveis, feita de injustiças, ódios e metal.

A dignidade sufoca esta espuma de solidão, numa angústia asfixiante,
infligida por carrascos impunes que anulam sonhos e gritos de esperança...
A impunidade esmaga a esperança de justiça numa cortina opaca, provocando arrepios de indignação.

É neste lar terreno que o espectro da loucura humana
ganha contornos de vórtice tenebroso,
mutilando mocidades ainda por nascer.

E a dor da indignação bate surda no olhar de peitos magoados, numa amargura incontida, que acordará nas brasas das consciências abandonadas, 
feitas vulcões,  
cujas crateras vomitarão
lavas incandescentes de libertação.
E das cinzas, nascerá de novo
uma outra condição.

Manuela Barroso


quinta-feira, 26 de março de 2020

No Âmago de ti


      
 

 No âmago de ti, doem-te as estrelas.
Voas como ave desesperada de encontro
à casa do Infinito.
A noite é o teu refúgio.
Foges de ti para te encontrares. Mas só encontras solidão.
A tua casa enche-se de muros que não deixam penetrar
os teus murmúrios
E quero-te aqui.
Voa como os pássaros e encontra a leveza das penas
na alegria do manto das estrelas.
Caminha e varre o chão com o Amor dos teus pés.
Fixa o horizonte e traz-me candeeiros de purpurina
para celebrar a tua chegada.

A luz será a tua porta algures na neblina.
A música o teu caminho com revoadas de andorinhas meninas.
Traz-me rosas para colorir os teus olhos
incenso de violetas para perfumar a tua casa.
Nas mãos, o pão de cada dia
E mais flores nas tuas asas, para mim.
Eis tudo.
Só. Assim.

Manuela Barroso -  “Luminescências”