como rebentaram seus lábios pela sede
interminável.
Disse-lhe que quase morreu com saudades
do mar;
que bebeu o próprio sangue para curar a
febre e o delírio.
Falou-lhe do medo e do cansaço que venceu
cambaleando, rastejando, dormindo
agarrada à noite.
Ele hesitou.
Depois, com uma quietude que só nos
prodígios acontece, pegou-lhe na mão e foi com ela até ao mar.
Graça Pires- a
Solidão é como o Vento”
GRAÇA PIRES, a nossa grande Poeta, vai lançar mais um livro de histórias-
poema de uma beleza fabulosa com o título “ A SOLIDÃO É COMO O VENTO”.
Uma vez que o confinamento em que vivemos
actualmente, não permite que seja presencial quer em Lisboa quer no Porto, este
lançamento será feito online - Facebook.
O abraço de Parabéns
será virtual. Mas os seus POEMAS serão eternos.
O maior sucesso, querida amiga.
Que o mundo literário reconheça muito mais o teu valor, apesar dos muitos e avalizados Prémios que já possuis. Terno Abraço. Manuela Barroso
*
O lançamento do livro “A Solidão é como o Vento” será no dia 1 de Maio no
Facebook da Poética Edições.
A Editora está a fazer uma pré-venda com 20% de desconto até 30 de
Abril. É bom para quem tiver gosto em adquirir o livro.
Aqui vão os links do youtube, onde já
está o vídeo, e da loja online
O céu metálico sobrevoa, esta floresta
de cabelos humanos, invadidos por rajadas de
medos, emparedando-os na angústia do
abandonoe desencanto,
como berlindes ansiosos, em declives
verticais, em voos picados
e pesados de encontro ao
abismo.
A solidão gela a amargura das horas com
sede de vingança.
E crepita a ânsia de liberdade pela
Dignidade e Igualdade Humanas.
Uma estranha prisão com grades frias,
intransponíveis, feita de injustiças, ódios e metal.
A dignidade sufoca esta espuma de
solidão, numa angústia asfixiante,
infligida por carrascos impunes que
anulam sonhos e gritos de esperança...
A impunidade esmaga a esperança de
justiça numa cortina opaca,provocando
arrepios de indignação.
É neste lar terreno que o espectro da
loucura humana
ganha contornosde vórtice tenebroso,
mutilando mocidades ainda por nascer.
E a dor da indignação bate surda no
olhar de peitos magoados,numa
amargura incontida, que acordará nas brasas das
consciências abandonadas,