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domingo, 29 de junho de 2014

Repousa....Respira


Respira a alegria de te encontrares
no espelho de cada sorriso teu

As portas abrem-se em cada aurora
em alucinações de luz
Perscruta o silêncio que nasce em cada raio
que se expande no céu,
também pedaço do teu eu

E amanhece despertando os teus sentidos
no turbilhão de cores
com a voz do orvalho, em uníssono

Aperta-te como menino de ti

E não cresças ainda, por momentos... 
deixa passar o vento de cada dia
acorda depois do abraço
e num momento
ouviras a tarde já brisa
numa outra e nova melodia

                                                              

Manuela Barroso, "EU Poético VI"
Imagem: alan ayers

sábado, 21 de junho de 2014

Onde moras Liberdade?





 ( DUETO )
                                                      
                                                                            GERÊS

Podia deambular
com as borboletas
que sobem  a saliva do pólen

Podia inventar mensagens
que escondem segredos
no sussurro trémulo da aragem

O diálogo perde-se
na boca turva das dúvidas
transpirando incertezas

Onde moras liberdade?
és surpreendida pelo bolor
dos sorrisos bafientos
rasgando-se nos mofos
de bocas sem memória
definhando  falsidade
vazias, sem história
só lama e lodo
na trajetória.


Manuela Barroso 

                                                                    MAIA

                         

Arrasta-se o poema da liberdade
em dúbia neutralidade para areias movediças

a liberdade mora  na criatividade de cada ser
no caminho escolhido por entre atalhos
onde giestas obscurecidas haurem lentamente
sugadas pelas bocas sem memória

a liberdade é o sol da vida
é sedução no caminho individualmente tecido 


Teresa Gonçalves


Editora Versbrava, 2014




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Convite


Com palavras nasceu amizade
da amizade nasceram laços
e é com eles que vos convido 
com os mais ternos abraços
para o nosso "LAÇOS"

Beijo!

Manuela Barroso 









 Do meu bom e querido amigo Sol de Esteva (acordarsonhando.blogspot.com), com
a gratidão das autoras( coracaoentrepalavras.blogspot.com e anjo azul )



Um projeto nascido da proposta / desafio do Editor da Versbrava.



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pátria- 25 de Abril






Sonhei com a minha Pátria
beijada pelas águas salgadas
regada com o doce dos rios
decorada com o mel dos montes

Sonhei com a minha Pátria
derradeira planície, único vale
na fartura de trigo e centeio
ausente da fome que vagueia pelo meio

Sonhei com a minha Pátria
recanto de paz e de calma
foz de irmãos, parte da mesma alma

Hoje, divide-se a Pátria
alma da mesma mãe
uns têm tudo, outros nada têm.


Manuela Barroso


25 de Abril








SEM IGUALDADE
NÃO HÁ DEMOCRACIA



quarta-feira, 12 de março de 2014

Não repouses





Não repouses no meu leito de outono
As folhas ainda não teceram o colchão,
o orvalho não pintou as almofadas
com as cores das alvoradas

Deixa  a lua viajar
com o tempo que me anoitece
entre fios leitosos de luar
A vida é já aqui
Quero vivê-la com os sonhos que teci,
passear os olhos pelos vincos do tempo
ausente das orquídeas formosas
e esquecer o murmúrio na pele lavada de rosas
Quero afagar o bordado no linho
que cresce nos campos com cores de menino,
nos baloiços de água em searas azuis.
Aqui entrego este corpo que guarda e envolve
este eu que sou e não sou.

Quero o murmúrio do colo do rio
Fala-me das cantigas que ouvia no Estio
Quero acompanhar o pólen das flores
em  laranjeiras acesas
com a dança das abelhas
Deixa que o fado cante a alegria deste exílio
que o tempo traçou na falésia da vida
Só há fado se o destino o marcou

Eu quero o sonho na flauta de um silêncio
quero o silêncio no esplendor das marés
quero as marés na galáxia da vida
nas nuvens em montanhas coloridas
quero o fluido silencioso do mel
nesta viagem

Deixo a amargura e o fel
numa outra carruagem


Manuela Barroso, in "Eu Poético VI"
Imagem :An -He