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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Que caminhos...



Que caminhos são estes que se abrem
Dentro de mim sem sentir?
Que forças me arrancam do peito
Esta fome de partir?
Para onde vou?
Donde venho?
E onde pretendo chegar?
E esta luta constante
De procurar e buscar?
Porque não cais, coração,
Dentro de tão pequeno peito?
Porque saltas sem parar?
Não!
Para tal foste eleito!

Abranda a correria
Vais a tempo de chegar
Embora o tempo te fuja
Não corras! Vai devagar!
Olha que a vida é amor
Ternura, contentamento
Dá-me a mão, quero o calor!
Dá-me a paz deste momento!

 Manuela Barroso, In "Inquietudes" Edium Editores

                                                                             







sexta-feira, 18 de julho de 2014

Despe, minha alma

   
 Da Net

 Despe minha alma os farrapos da vida
Não te vale a pena chorar por ninguém
Aproveita o momento, o teu dia-a-dia
Vive o presente. É o melhor que ela tem!

Sobe, lenta, os degraus da escada
Olha o poente, vê o horizonte
Não olhes para trás, ele é feito de nada
O céu sem limite é a tua fonte

Vê esta flor que vive tão só
Mas sempre te fala com a sua beleza
Nascida do chão, do jardim ou do pó.

Acalma-te no sorriso da criança
Que cresce simples como a natureza
Para descer quando a noite avança.


Manuela Barroso, in "Inquietudes", Edium Editores-2012

domingo, 29 de junho de 2014

Repousa....Respira


Respira a alegria de te encontrares
no espelho de cada sorriso teu

As portas abrem-se em cada aurora
em alucinações de luz
Perscruta o silêncio que nasce em cada raio
que se expande no céu,
também pedaço do teu eu

E amanhece despertando os teus sentidos
no turbilhão de cores
com a voz do orvalho, em uníssono

Aperta-te como menino de ti

E não cresças ainda, por momentos... 
deixa passar o vento de cada dia
acorda depois do abraço
e num momento
ouviras a tarde já brisa
numa outra e nova melodia

                                                              

Manuela Barroso, "EU Poético VI"
Imagem: alan ayers

sábado, 21 de junho de 2014

Onde moras Liberdade?





 ( DUETO )
                                                      
                                                                            GERÊS

Podia deambular
com as borboletas
que sobem  a saliva do pólen

Podia inventar mensagens
que escondem segredos
no sussurro trémulo da aragem

O diálogo perde-se
na boca turva das dúvidas
transpirando incertezas

Onde moras liberdade?
és surpreendida pelo bolor
dos sorrisos bafientos
rasgando-se nos mofos
de bocas sem memória
definhando  falsidade
vazias, sem história
só lama e lodo
na trajetória.


Manuela Barroso 

                                                                    MAIA

                         

Arrasta-se o poema da liberdade
em dúbia neutralidade para areias movediças

a liberdade mora  na criatividade de cada ser
no caminho escolhido por entre atalhos
onde giestas obscurecidas haurem lentamente
sugadas pelas bocas sem memória

a liberdade é o sol da vida
é sedução no caminho individualmente tecido 


Teresa Gonçalves


Editora Versbrava, 2014




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Convite


Com palavras nasceu amizade
da amizade nasceram laços
e é com eles que vos convido 
com os mais ternos abraços
para o nosso "LAÇOS"

Beijo!

Manuela Barroso 









 Do meu bom e querido amigo Sol de Esteva (acordarsonhando.blogspot.com), com
a gratidão das autoras( coracaoentrepalavras.blogspot.com e anjo azul )



Um projeto nascido da proposta / desafio do Editor da Versbrava.