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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Onde ficas?


Onde ficas com laços desfeitos
do tempo cansado?
Onde ficas nas palavras incertas
que cedo morreram?
Onde ficas nos desejos cumpridos
da curvas da noite?
Onde ficas nos olhos perdidos 
na noite do peito?
Onde ficas quando os lábios secaram
a espuma dos dias?
Onde ficas quando os braços te procuram 
no canto vazio?
Onde ficas quando as palavras se perdem
no desejo que morreu?

Ficarei à tua espera
Num sono meio acordada
És o tronco, sou a hera
Sou filha da madrugada!

Manuela Barroso, "Inquietudes", Edium Editores




12 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Lindo amiga.
Um abraço

Majo Dutra disse...

Expresivo e tocante, é um poema de uma beleza rara...
Abraço, estimada Manuela.
~~~~~~~

Ana Bailune disse...

Aplausos sinceros!
Linda poesia!

Jaime Portela disse...

O poema é excelente.
E a quadra final é de antologia.
Não estava a conseguir chegar aqui, mas desta vez deu...
Manuela, te um bom fim de semana.
Beijo.

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Que coisa mais linda este poema!
Parabéns cara amiga Manuela!
Bj

Teresa Almeida disse...

Um poema que madruga a noite do desejo e da espera.

Tão enlaçado! Adorei.

Beijo, querida amiga.

a arte de tecer... disse...

Um encaixe perfeito de palavras, Manuela.
Como sempre, adorei.

Beijinho.

Graça Pires disse...

A espera com que se desenham todas as memórias da emoção...
Muito Belo!
Uma boa semana, Manuela minha Amiga.
Um beijo.

Ana Freire disse...

Um poema maravilhoso... apelando para a esperança... que sempre se deve manter... mesmo nas inquietudes dos momentos menos iluminados...
Inspiração e emoção, no seu melhor, Manuela!
Beijinho
Ana

vitalina de assis disse...

Oi amiga.

Que lindo poema.

Quantas interrogações tenho a fazer neste mesmo estilo, e a resposta para todas elas em minha vida é que fica, muito bem guardado no meu coração e no âmago da minha alma.

Tomara tamanho zelo e proteção se desfaçam logo.

Bjs. Saudades de você.

Aleatoriamente disse...

Olho através da vidraça, e por um segundo divago entre lembranças.

EAT

Odete Ferreira disse...

Bela e original forma de falar do abrigo tão necessário ao ser humano.
Bj, querida