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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Troco os meus olhares



Troco os meus olhares com a quietude dos peixes
e vagueio numa ondulação combinada
com o arrepio mastigado das águas
que morrem na indiferença das horas.

Nem o feitiço da luz em relâmpagos no seio das águas lisas
me acordam deste flutuar harmonioso e sereno
numa fusão clandestina
entre o profano e o sagrado.

O meu caminho abre-se
nas clareiras profundas e brancas das areias
em janelas de rostos cristalinos
onde procuro repousar este destino.

Aí,
sou a casa abandonada
no navio que perdeu o leme
e deixou a esperança da alegria
na linguagem impaciente dos mastros

Nem a tarde nem a noite acordam a cumplicidade silenciosa
destas solitárias ondas.
Nelas, abandono as memórias
na quietude da sombra dos juncos. 

Manuela Barroso, in "Antologia conVida", Barbára Editora- Blumenau, 2013
Org. Anderson Fabiano e Helena Chiarello


Pausa...
...na quietude da sombras dos juncos!

Desejo a todos/as Boas Férias!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Não esqueças




(Gerês)

Não esqueças nunca
ao debruçar-te no mar que és parte do sargaço
abandonado na areia
um fragmento do Espaço

E quando vagueares pelas searas
das estrelas que o céu tem
também elas são de ti, fazes parte do Infinito
são um cristal também

Não esqueças  nunca
que és cristal em harmonia
em eterno movimento
em contínua  mutação
composta no teu silêncio.

Neste ritmo em consonância com a música do Universo
somos cristais tão perfeitos neste declive de sombras
sendo todos um só verso

MBarroso  e TGonçalves
in” Laços”- Dueto, Edições Versbrava

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pátria- 25 de Abril






Sonhei com a minha Pátria
beijada pelas águas salgadas
regada com o doce dos rios
decorada com o mel dos montes

Sonhei com a minha Pátria
derradeira planície, único vale
na fartura de trigo e centeio
ausente da fome que vagueia pelo meio

Sonhei com a minha Pátria
recanto de paz e de calma
foz de irmãos, parte da mesma alma

Hoje, divide-se a Pátria
alma da mesma mãe
uns têm tudo, outros nada têm.


Manuela Barroso


25 de Abril








SEM IGUALDADE
NÃO HÁ DEMOCRACIA



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Invento-te...



 Invento-te nas manhãs claras
que ainda dormem em sonhos liquefeitos.
 Arredondo os braços
 que procuram as noites
 também inventadas à procura de outro tempo.
O manto da minha pele
 cobre os segredos proibidos de uma casa que não é tua!
E o meu peito é agora um planalto
onde as nascentes secaram
matando de sede todas as flores por nascer...
Não nasceram flores, nasceram cactos,
continentes de água,
 que guardam as flores esquecidas do meu jardim.
E invento-te nos lábios das ondas
que pronunciam o teu nome embrulhado
na espuma branca da lua.
Inventar-te-ei ainda
quando o nevoeiro te esconder
 no regaço da noite onde me deito,
neste vapor de água de que é feito
para te sentir
mesmo sem te ver...

                         Manuela Barroso, " Eu PoéticoIII "

                                                                                  

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MAGIA DA NOITE!

Amo-te,
silêncio da noite!
quietude da noite!
solidão da noite!
Escuro peregrino
escorrendo nas pedras lavadas
em lágrimas azuis!
Amo-te,
lua
minha escrava
confidente
rainha...
Amo-te
pios nocturnos
mochos e corujas
em campanários de estrelas
E amo-te
sussurro vazio
que corres no fio da lua...
Que pare o dia
Que a noite é a rainha.!..
...E a noite vai caindo lentamente
acompanhando a quietude do pensamento
onde só a janelas dos olhos penetra...
lendo os compassos
e vicissitudes da vida
com mais paixão, mais lucidez...
...E tento penetrar nesta amálgama...
... A imaginação mergulha
e deixo-me viajar
aproveitando os ventos da solidão...
...E no canto de mim
guardo as memórias...
...E no canto de mim
florescem momentos de felicidade
que partilho em segredo
com os sabores da madrugada....
Deixo-me levar pela saudade
adormecendo nos seus braços.
Acordo na nuvem do tempo
que se desfaz
... com o pó do dia...
Vem...
oh, noite companheira
alimenta
esta magia!...

                                 Manuela Barroso  -   In "Eu poético III"




terça-feira, 22 de março de 2011

PRIMAVERA

PRIMAVERA

Enfeita-se o tempo de primavera
Com o cheiro a terra molhada
O sol já beija as folhas tenras
Cobertas de ténue orvalhada!

A alma rejuvenesce cada dia
Deixando cair seu tom cinzento,
O azul traz a alegria de volta
De mãos dadas com o tempo!

In "Eu poético"
manuelabarroso