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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pátria-25 de Abril


Sonhei com a minha Pátria
beijada pelas águas salgadas
regada com o doce dos rios
decorada com o mel dos montes

Sonhei com a minha Pátria
derradeira planície, único vale
na fartura de trigo e centeio
ausente da fome que vagueia pelo meio

Sonhei com a minha Pátria
recanto de paz e de calma
foz de irmãos, parte da mesma alma

Hoje, divide-se a Pátria
alma da mesma mãe
uns têm tudo, outros nada têm.


Manuela Barroso



25 de Abril



11 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Gosto.
Sempre foi assim, a revolução ainda está em curso.
Um abraço e viva a Liberdade

Majo Dutra disse...

HOJE, CELEBREMOS A LIBERDADE

E A CORAGEM DOS CAPITÃES DE ABRIL!

BEIJINHOS.

Gracita disse...

Querida Manuela
Uma poema intenso para comemorar a "liberdade" que o povo português alcançou derrotando a tirania. Com este espírito elevado de amor à Pátria é que se comemora o "Glorioso Dia da Liberdade"
Um momento de orgulho para o povo português que hoje celebra com cravos vermelhos o fim da ditadura. E como disse Benjamin Constant “Quando não se colocam limites aos representantes do povo, eles não são defensores da liberdade, mas candidatos à tirania.”
E viva a liberdade! Parabéns querida pela homenagem lindíssima
Beijos e uma semana iluminada

Teresa Almeida disse...

A batida de Abril em ti. O mesmo mote, a mesma revolução:

"Hoje, divide-se a Pátria
alma da mesma mãe
uns têm tudo, outros nada têm."

Porque gosto muito da tua visão de Abril
deixo-te abraços e cravos de esperança.

Graça Pires disse...

Manuela, minha Amiga, que os teus sonhos se concretizem e que possamos ter um país mais justo. Um bom dia.
Um beijo.

Elvira Carvalho disse...

Li o poema ontem, e comentei. Será que me esqueci de dar o enter?
Um abraço e viva o 25 de Abril

Mar Arável disse...

Sempre presente nas memórias vivas

Bj

Agostinho disse...

Cara Manuela, sonha e muito bem no poema-soneto.
Não deixe pois de erguer a voz; de proclamar esse desejo de Liberdade.
E se Abril já no fim está, Maio a chegar é força a crescer. O calor, o ardor, a luta que liberta. Nas encostas, costas com costas, papoilas com rosmaninhos, vermelhos com azuis hão-de levedar e dar pão.

"Foz de irmãos"
onde todos dêem as mãos
num sonho tão intenso
que se torne real
nesta terra de mar e sol
eu penso

As maiores felicidades.

a arte de tecer... disse...

Tudo vem a seu tempo. O importante é não perder as esperanças em dias melhores.

Beijinho, Manuela.

Ana Freire disse...

Um belíssimo e assertivo trabalho, Manuela! Com um perfeito sentir da realidade actual...
Enfim!... A democracia... parece ser um processo em permanente construção... mas é melhor tê-la... ainda que assim seja, por enquanto... com as suas clivagens...
Um excelente forma, de assinalar por aqui, o Dia da Liberdade, Manuela!
Beijinhos
Ana

Odete Ferreira disse...

Faz sempre muito sentido sonhar a Pátria como exemplo da imanência de humanidade. E faz ainda mais sentido lutar para que o fosso dessa imanência se quebre. Canto contigo este belo hino de apelo à irmandade.
Bjo, Manuela :)