SEGUIDORES

Mostrar mensagens com a etiqueta Sonetos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sonetos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de julho de 2015

Voo



Como num voo assimétrico no sopé
que contorna o declive das escarpas,
vais percorrendo o instinto da maré
que penetra na areia como farpas.  

descalço os pés brancos das ninfas belas
e na catedral da areia do chão
ergo os meus castelos, danço como elas
enquanto namoras a liberdade da ilusão

 na imagem que se pinta na espuma,
nas pegadas escritas na paisagem,
colho os beijos das conchas nas dunas.     

no areal escreves sonhos que não vi
por ser longa a distância da memória
ao querer ainda me lembrar de ti.


Manuela Barroso, Antologia "Mar à Tona"

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Despe, minha alma

   
 Da Net

 Despe minha alma os farrapos da vida
Não te vale a pena chorar por ninguém
Aproveita o momento, o teu dia-a-dia
Vive o presente. É o melhor que ela tem!

Sobe, lenta, os degraus da escada
Olha o poente, vê o horizonte
Não olhes para trás, ele é feito de nada
O céu sem limite é a tua fonte

Vê esta flor que vive tão só
Mas sempre te fala com a sua beleza
Nascida do chão, do jardim ou do pó.

Acalma-te no sorriso da criança
Que cresce simples como a natureza
Para descer quando a noite avança.


Manuela Barroso, in "Inquietudes", Edium Editores-2012