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sexta-feira, 20 de abril de 2018
Informação
Meus queridos amigos e amigas,
Aperceberam-se da minha ausência
com vindas e recuos.
Fui visitada por uma gripe insidiosa
que culminou numa pneumonia.
Peço desculpa por não ter podido corresponder
às vossa visitas com palavras que guardo tão fundo
e acho de tanta generosidade!
O Universo me trará com mais energia!
Abraço-vos com muita ternura
Até breve
MBarroso
segunda-feira, 9 de abril de 2018
sábado, 31 de março de 2018
domingo, 18 de março de 2018
Ondas
![]() |
| marcia batoni |
As ondas das árvores são o balancear da melodia
onde te
encontro, num caudal de chilreios desatinados.
A foz é o oásis onde permaneço numa hipnose
A foz é o oásis onde permaneço numa hipnose
tão
lúcida!
Cada folha
é a nota musical onde repousam
os meus
sentidos.
A morada
deste corpo consome-se e funde-se
com a
terra cravejada de folhas num soalho
feito
mortalha, nesta eterna canção a sós.
Pousa em
mim , ó deusa do bosque, e rodeia-me
de
labirintos de luz.
Entorpece-me
com esse relâmpago, onde procuro
um olhar que
se perde nas sombras, afogando-se
num sono esquecido.
Fica
comigo, deusa, acendamos um fogo que ajude
a
pernoitar sob o manto da tua proteção.
Que as
labaredas sejam o cálice de brisa quente
acalentando
este cansaço abandonado na viagem
que tarda.
Volta a adormecer-me antes que ela arda
na cinza
da tarde.
Arrasta as
violetas do bosque. Quero deleitar-me
com o
perfume roxo do coração vertido na sua imagem.
Inunda o vale de insónias para que respire
a madrugada até à última gota de orvalho.
Quero
voltar a adormecer na incandescência do sol,
subir na
vertigem das heras, onde se refugia o rouxinol.
Manuela
Barroso
domingo, 11 de março de 2018
Invernia
![]() |
| christine schloe |
Chovia
a noite na transparência
serena e doce do olhar do orvalho
confidenciando
com a melodia acre
de gotas
sonoras.
Na
cortina da bruma, ainda mais baça,
bailava
o mistério da invernia sedenta
de
fome na procura insaciável da seiva
das
palavras.
Nas
mãos das árvores desprendem-se
ocasos
nascidos do ventre da terra.
O
silêncio nasce no espaço da incerteza
do
destino da manhã.
Iluminam-se
corpos na caverna da noite
com
vazios de ventos, de luzes difusas,
prolongando-se
em nevoeiros inquietos.
E
os segredos noturnos dormem nas veias
agitadas
das árvores e no coração das pedras,
abrigadas
na glorificação da beleza
de
sombras inquietas.
Manuela
Barroso, in “Laços”- Dueto -
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