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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Rasgava





Rasgava a planura do oceano
como quem semeia cartas ao vento.
Escondia o gemido no agasalho frio do nevoeiro
que nunca lhe fora tão límpido.
Sorriam os olhos com a corda púrpura do poente
que nunca lhe fora tão cúmplice.  

Plantou-se na terra
e nunca esta lhe fora tão cruel.


Manuela Barroso






15 comentários:

chica disse...

Tantas vezes o planar na terra pode bem mais difícil ser... Lindo, linda foto também! bjs, chica

" R y k @ r d o " disse...

O que dizer?: Talvez... poeticamente fabuloso.
.
Fique bem
Saudação poética

Teresinha da Música disse...

A fotografia está maravilhosa,o poema também é lindo,muito boa noite de quarta-feira para ti,muitos beijinhos,excelente continuação de semana para ti!!

Roselia Bezerra disse...

Boa noite de paz interior, querida amiga Manuela!
Fomos cruéis com a natureza...
Todo o criado era para ser admirado, respeitado e profundamente amado. No entanto...
Bela poética!
Tenha dias abençoados!
Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

Ailime disse...

Boa tarde Manuela,
Um poema belíssimo que me faz lembrar a realidade que atravessamos.
A foto é magnífica.
Gostei imenso!
Um beijinho.
Ailime

A Paixão da Isa disse...

linda linda foto assim como o poema bjs

A.S. disse...

Muito belo este poema Manuela!
Aos poucos, adensam-se as sombras como numa tarde de inverno.
Quando retiramos a máscara, interrogo-me se todos temos a mesma imagem!
Sinto saudades de quando choviam pétalas no meu sono!...

Um abraço!

Graça Pires disse...

Enquanto o nevoeiro se torna límpido e a cor do poente se torna cúmplice, a terra tem um cheiro insólito que se propaga como uma intriga ou um perigo oculto... Sinal dos tempos, minha Amiga Manuela.
Excelente a fotografia e o poema.
Uma boa semana com muita saúde.
Um beijo.

Leninha Brandão disse...

Manu querida,
Tanto desalento em nossos dias, uma miscelânea de sentimentos contraditórios a invadir as nossas almas, um aperto no coração e a Terra a nos devolver o sofrimento que lhe foi infligido... estaremos prontos para mais?
A magia precisa voltar em um lampejo de luz , a espera parece eterna...harmonias secretas precisam voltar a embalar os nossos sonhos.

Teresa Almeida disse...

E tu, ao de leve, rasgas as águas e, no nevoeiro, lanças poesia ao vento. És inquietação de asas em voos cativantes.

Um beijo, minha amiga Manuela.

Humberto Maranduva disse...

Querida Manelinha, A vida é um grito de esperança que ecoa como se o cosmos não tivesse advindo do caos; como se a ordem não tivesse surgido para regular a desordem; como se a nossa necessidade de amor e protecção não tivesse ganhado raízes no desamparo titubeante do nascimento... Ou, talvez, por causa de tudo isso!
Gostei muito de mais esta poesia que aqui colocas. Muito sentida e profunda.
Ontem, comentei o teu delicioso escrito sobre o MELRO. Seguidamente, redigi, inspirado por ti, o soneto "SÊ COMO AS AVES", que podes degustar no meu Blogue
Beijinhos
Manuel Bragança dos Santos.

Quase Cinderela disse...

Fabuloso!
Um poema fantástico <3
Poucas palavras e cheio de essência e sentido
Obrigada <3
Beijinhos grandes

vieira calado disse...

Olhe, amiga, e é vê-las aqui, em Lagos,

por cima dos telhados

que até parece que já esqueceram o mar...

ali tão perto...


Saudações poéticas

Olinda Melo disse...


Querida Manuela

Grande mensagem esta que nos envia neste
seu belo Poema. Na Terra, no nosso ambiente
deveríamos encontrar toda a paz e tranquilidade
para a nossa vida.
E pousarmos com confiança e em segurança.

Bom fim de semana, minha amiga.

Beijinhos

Olinda


Lindalva disse...

Bom dia minha amiga estou de volta as ondas e voltei poeticamente :-) Assim além de um abraço imenso estou a te convidar a participar do 11º Pena de Ouro, decidi reativá-lo, pois neste momento de clausura nada melhor que colocar a mente para funcionar, topas brincar? Não querendo vai uma visitinha no meu novo Ostra só para conhece-lo, ok! Beijos ♥ Eis o link https://ostra-da-poesia2.blogspot.com/