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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Deixa que o deserto





Deixa que o deserto seja o oásis e a areia seja o mar
desta quietude branca que corre e avança
no seu jeito de abraçar.
E  que cada flor de areia
seja olhos do deserto
tão distante mas tão perto
tão árido mas tão liberto
onde correm as palavras nas pegadas do verso.

Que subam, que desçam nas dunas
em grãos de palavras ao vento
que não penso, nem quero, nem digo
acorrentadas às algemas dos  meus pés nus
de mendigo.
Que se enterrem na areia das minhas mãos, os seus dedos,
que sequem ao sol
na sombra vagabunda do medo.

Hoje sou a liberdade no esqueleto mudo do segredo.


Manuela Barroso, in "Luminescências"



8 comentários:

Larissa Santos disse...

Um poema encantador...Adorei :))

Hoje, em edição especial:- :- Metáforas de amor (Poetizando e Encantando)

Bjos
Votos de uma óptima Quinta-Feira.

Ana Bailune disse...

Teus poemas contém a força da natureza!

SOL da Esteva disse...

Quando se olha o deserto,
Tudo é imenso e vazio.
A lonjura vê-se perto,
O quente e o frio é Estio
E o coração fica aberto...




Excelência de sentimentos. Parabéns.

Beijo
SOL

Majo Dutra disse...

Muito, muito belo!

Beijinhos, querida Poetiza.
~~~~

María Dorada disse...

Madre mia qué bonito poema, una maravilla, te felicito.

Besos.

Roselia Bezerra disse...

Boa noite de Domingo, querida amiga Manuela!
Identifiquei-me com a questao do medo, nao passa de uma sombra e, muitas vezes, vagabunda.
Seja feliz e abencoada!
Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem

Graça Pires disse...

No deserto nascem os feiticeiros da sede… Por isso as tuas palavras correm "nas pegadas do verso". Lindíssimo este poema, minha Amiga Manuela.
Uma boa semana.
Um beijo.

saudade disse...

Que nunca nos falta a imaginação para em qualquer paisagem encontrar a extrema beleza.
Muito belo seu poema
Bom fim de semana