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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Não me apetece

                                Uma mensagem simples reflecindo estados de Alma! 

                                                                     Beijinhos!

monika luniak


 

  

Não me apetece...
Não me apetece…
 
Não me apetece escrever
Não me apetece sair
Não me apetece falar
Não me apetece beijar
Não me apetece sorrir…
 
Não me apetecem os dias
Não me apetecem as noites
Não me apetecem manhãs orvalhadas
Não me apetece o pôr-do-sol
Não me apetecem as gargalhadas…
 
Não me apetece ver gente
Não me apetece mentir
Não me apetece ensinar
Não me apetece fugir…
 
Apetece -me não me apetecer
Apetece-me recordar
Apetece-me olhar o nada
Apetece-me pasmar…
 
Tudo ou nada, tanto faz
Tanto faz Outono, Inverno
Tanto faz viver, morrer…
Mas não! Dá trabalho apetecer!..
 

 

Manuela Barroso   -   “Inquietudes”, 2012

(reeditado)


 

 


6 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Amiga Manuela, bom dia de Paz!
Apetece-me ler e sentir tão belo poema sempre.
A inapetência näo está na poetisa.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos

chica disse...

Gostei muito dessa poesia de um momento que por vezes parece gritar... Há dias e dias sempre! Muito legal e que tenhamos mais dias em que coisas boas nos apeteçam... beijos, tudo de bom,chica

Graça Pires disse...

Acontece tantas vezes minha querida Manuela. Sabes o que te digo? Não te apetece não faças. Deixa para aqueles dias em que tudo te apetece, até aquilo que nem imaginas. A vida dá-nos essa possibilidade de fazermos o que queremos. Gostei deste acesso de "rebeldia".
Tudo de bom para ti.
Sente o meu abraço.

Emília Simões disse...

Boa noite Manuela,
Há momentos assim!
Mas, apeteceu-me tanto, ler este seu tão belo e original poema!
Um grande beijinho e um abençoado fim de semana.
Emília

Maria Rodrigues disse...

Todos temos dias, em que nos sentimos assim, nada apetece.
Um poema brilhante ❤️
Beijinhos e um excelente fim de semana

SOL da Esteva disse...

Tantas e tantas vezes ficamos parados nesse hiato que parece reduzir o tempo real a um simples momento.
Depois, quando a "vida" regressa, recomeçamos como se o não apetecer tenha sido apenas imaginação.
Adorei este teu belo Poema.


Beijo,
SOL da Esteva