Não demoraria a encontrar-te.
No bosque da vida as clareiras são esparsas cantando a elegia do resto dos dias.
No bosque da vida as clareiras são esparsas cantando a elegia do resto dos dias.
Ao longe, tudo sombras roubando a nitidez dos meus olhos.
Sou a árvore paciente acolhendo os frios das manhãs com a alegria do acordar dos tentilhões, único acorde que desperta o vazio longo.
Som cavado no peito.
Não fora o eco do chilreio inquieto dos pardais e adormeceria no pasmo das folhas quietas.
Mas a cogitação para.
Detenho-me na aceitação do orvalho, do sol, na monotonia aparente destes limbos, olhando-me insistentemente. Enquanto o outono não chega também eles vivem cada dia.
E penetram no meu inconsciente, agora num balancear breve de um ligeiro sopro matinal.
Num interrogatório inquietante.
De infinda incompreensão. Inquisitória.
Uma sintonia nos aproxima: Somos parte destes Seres Viventes completando o Todo da Terra.
Olho o vazio.
Regresso ao vazio de mim, agora preenchido com a serenidade ainda inquieta na certeza do Tudo.
O Mundo que penso ser, reduz-se à Partícula incandescente, imensa, de um pulsar.
É aqui que devo estar.
Sou a árvore paciente acolhendo os frios das manhãs com a alegria do acordar dos tentilhões, único acorde que desperta o vazio longo.
Som cavado no peito.
Não fora o eco do chilreio inquieto dos pardais e adormeceria no pasmo das folhas quietas.
Mas a cogitação para.
Detenho-me na aceitação do orvalho, do sol, na monotonia aparente destes limbos, olhando-me insistentemente. Enquanto o outono não chega também eles vivem cada dia.
E penetram no meu inconsciente, agora num balancear breve de um ligeiro sopro matinal.
Num interrogatório inquietante.
De infinda incompreensão. Inquisitória.
Uma sintonia nos aproxima: Somos parte destes Seres Viventes completando o Todo da Terra.
Olho o vazio.
Regresso ao vazio de mim, agora preenchido com a serenidade ainda inquieta na certeza do Tudo.
O Mundo que penso ser, reduz-se à Partícula incandescente, imensa, de um pulsar.
É aqui que devo estar.
Manuela Barroso
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2 comentários:
Cara Manuela
Ao ler este seu belo poema senti-me bem perto de Deus,
da natureza e de tudo que de belo nos é dado viver.
A vida interior que se adivinha leva-nos numa aragem
fresca e nos faz visualizar um lugar maravilhoso e dizer:
"É aqui que devo estar".
Beijinhos
Olinda
Amiga Manuela, boa noite de paz!
Que poema!
Parece futurista... mas bem atual...
Felizes os que meditam (pelo menos) no que estamos vivendo.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
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