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Fecho os olhos e percorre-me a música de maio.
É o êxtase inconfessável nos sons definidos e
indefiníveis.
É a cor divisível nas folhas e cambraias de flores,
no indivisível que se afunda na incapacidade
cósmica
que cinzela a perfeição.
É o grito impotente de abraçar o abismo
onde enterro a minha impotência.
Uma enorme sensação de paz quase desumana,
troca esta fome de alcançar o indivisível
para morrer na alegria de estar aqui.
Abro então os olhos e sinto quão grande
é a beleza deste cântico que sepulta a minha
alma
num leito verde e florido, num eflúvio que
abarca
todos os sentidos e mata esta sede de abraçar os
sons
deste Poema feito Vida e Mundo,
Terra e Flores
e Pássaros .
Manuela Barroso, "Luminescências", 2019
maio.jpeg)
Amiga Manuela, bom dia de Paz!
ResponderEliminarUm lindo poema onde é enterrado tudo que não seja Vida.
Muito bom e abençoado.final de maio.
Tenha dias novos felizes e perfumados!
Beijinhos fraternos