Quando te cansares do lago onde
adormece o eco das sandálias, leva
água nos bolsos. rega a almofada da lua
e frui da lentidão opaca da luz
onde dormem os morcegos. sobrevoa
o cálice sonâmbulo dos narcisos
onde o pólen é o anfiteatro interdito
à sede impaciente das fontes.
E não te escondas na contraluz peregrina
da voz que ressoa nas mãos das árvores
e rios selvagens num incêndio roubado
à ansiosa inquietação do caminho que te resta.
Atravessas a orfandade da aragem muda
para deparares com a transparência fluida do etéreo.
adormece o eco das sandálias, leva
água nos bolsos. rega a almofada da lua
e frui da lentidão opaca da luz
onde dormem os morcegos. sobrevoa
o cálice sonâmbulo dos narcisos
à sede impaciente das fontes.
E não te escondas na contraluz peregrina
e rios selvagens num incêndio roubado
à ansiosa inquietação do caminho que te resta.
para deparares com a transparência fluida do etéreo.
Manuela Barroso

Sem palavras minha querida Amiga. O teu poema tão profundo e metafórico leva-nos ao sonho que transforma o mundo num local imprevisível e nos deixa indiferentes às sombras e nos fazem procurar a luz e o silêncio na "contraluz peregrina
ResponderEliminarda voz que ressoa nas mãos das árvores e rios selvagens" Tão belo! Tão inspirador!
Sente o meu abraço.
Me ha gustado esa manera simbólica de mostrar el umbral hacia el camino espiritual que lleva a la reconciliación. Encuentro valioso que hayas puesto eso simbólico en la luna, el lago y la luz.
ResponderEliminarUn abrazo.