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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Paro.


 pino daeni
...

Paro.
Sinto agora que me falas no balancear das folhas 
ainda aqui verdes, que plantaste para mim. 
E através delas, tudo me balbucia da Unicidade de 
que sou parte. E deste monólogo que só esta folha 
branca aceita, de novo paro e olho através da vidraça. 
E sorrio: pelo sol meigo que beija os meus olhos, 
pela dança das folhas que fazem sorrir a minha alma, 
pelo azul, tão azul com que vestes o meu sorriso.
E decidi que hoje será mais um dia de festa, 
que eu, nesta ignorância de ti, não sabia que era 
a surpresa que me reservavas.


        Manuela Barroso



20 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida Manuela!
Maravilhoso!
A gente perde o belo por não saber esperar as surpresas lindas que a vida nos oferece.... devagarzinho elas vêm...
Seja feliz e abençoada!
Bjm de paz e bem

Toninho disse...

Paro no encantamento de tão belo poetizar.
Paro nesta sensível leveza do balançar da flor branca.
Apenas meus olhos movimentam nos balanço das folhas ainda verdes, teimosas de primavera, ausentes de Outono.
Lindo demais amiga.
Bjs.

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Muito bonito estimada amiga!
Palavras na posse que quem tem a mestria de as saber usar!
Excelente resultado!
Beijinho

Ana Bailune disse...

Lindo!
Existe um quê de esperança dentro da melancolia.

Jaime Portela disse...

Há surpresas que são mesmo surpresas...
Excelente poema, gostei imenso.
Continuação de boa semana, amiga Manuela.
Beijo.

Manuel Veiga disse...

a Vida polvilhada de azul, a maior Graça
que te seja sempre azul a vida e uma boa surpresa todos os dias
um poema muito belo,

abraço

anuncio-lhe que reabri os comentários no meu blog - espero continuar a merecer a sua presença amiga

grato

Profª Lourdes disse...

20 de outubro dia do Poeta.
Querida Poetisa, que jesus te iluminando e que você continue nos encantando com suas lindas poesias.
Já dizia os poetas:
“Ser poeta é fazer de cada despedida uma saudade
É ter nas mãos os sonhos, vivê-los de verdade
Chorar, sorrir, sem medo de viver...”

“Poeta para ter o dom...
Das palavras...
Palavras de ternura... de carinho...
E poder encher...
nossos coração com amor
Escrevendo seus lindos versos e poesias”.

Parabéns!

Mar Arável disse...

Para lá dos azuis

Ana Freire disse...

Um poema encantador e enternecedor, Manuela... Pelo que há sempre uma boa razão... para se vir aqui parar... :-)
Só agora deu para passar por aqui... também para dizer que o seu poema anterior, sobre o Outono, Manuela, está em destaque lá no meu canto, como havia prometido, que iria estar... se acaso a tradução não estiver do seu agrado, é só dizer-me, que a mesma será prontamente alterada...
Um beijinho grande! Bom domingo!
Ana

Graça Pires disse...

Mais um dia de festa insuspeitado. Há palavras que se escrevem com cor de mel, quando o espanto se nos cola no olhar e desperta todos os sentidos... Assim foi o teu poema, Manuela.
Uma boa semana.
Um beijo, minha Amiga.

A Casa Madeira disse...

Surpresa de poema e imagem...
Boa semana.
janicce.

Maria Rodrigues disse...

Que hajam sempre dias de festa.
Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Smareis disse...

Boa noite querida Manuela!
Há surpresas que valem ouro, assim como esse lindo texto que gostei de ler.
Andas bem sumidinha minha amiga.
Desejo um bela semana cheia de surpresas boas.
Beijos e um sorriso!

Morenita Musical disse...

Lindo poema!! Gostei imenso da imagem que acompanha o poema também!! Tudo de bom para ti,muitos beijinhos!!

Morenita Musical disse...

Muito obrigada pelo comentário deixado no meu blogue,agradeço imenso!! De facto,aquela música é mesmo perfeita!!

Isa Sá disse...

Bonito poema!



Isabel Sá
Brilhos da Moda

Agostinho disse...

Poesia apaziguadora nestes dias que fazem a ponte meridiana entre dois pólos.
E quando baloiço ao sabor da brisa decerto ofereces-te surpresa, anuncia a Manuela.

Hei-de ir por aqui abaixo,
agora que o Sol ilumina meus passos.

Boa noite.

Emília Pinto disse...

Temos de parar e contemplar ou então só meditar para que assim tratemos do nosso " templo " interior, esvaziando-o dos ruidos à nossa volta e enchendo-nos das mensagens que uma simples folha que cai nos pode trazer. No nosso jardim ou naqueles vasinhos das nossas varandas, há plantas e há flores , umas por nós plantadas, outras que alguém plantou para nós e ainda umas tantas que surpeendentemente a natureza nos ofereceu, como que a convidar-nos a olhar a beleza e a deixar entrar em nós. Tenho-as de todas elas mas umas são especiais, pois foram plantadas por umas mãos carinhosas que com elas costumava conversar, umas mãos agora muito mais trémulas, mas agora ainda muito carinhosas e muito amadas; estão longe essas mãos, mas estão perto essas plantas que tento cuidar com o mesmo carinho com que foram plantadas. É preciso que saibamos olhá-las, sorrir e pensar que podemos fazer de cada um desses momentos uma " festa ", mesmo que nos custe interpretar a mensagem que o balancear de cada folha nos quer transmitir. Nāo é fácil parar, observar, sorrir; muitas vezes é mais fácil chorar, mas é preciso controlar essa lágrima que quer cair e deixar que a beleza entre em nós e encha o nosso coração de alegria; se quisermos, cada dia pode ser para nós uma " bela surpresa", mas para isso precisamos de parar um pouco. Foi o que fiz aqui! Parei, li e enfeitei o meu " templo " com estas belas metaforas. Ficou muito bonito, Manuela. Obrigada. Um grande abraço
Emilia

Isa Sá disse...

A passar por cá para desejar bom fim de semana!




Isabel Sá
Brilhos da Moda

Acordar Sonhando . SOL da Esteva disse...

Há tempos para parar e rever o caminho feito olhando o que se apresenta adiante.
O Amor está ali, aqui, sempre a envolver a gente.
É bom parar para poder senti-lo no silêncio.
Belíssimo este teu Poema.


Beijo
SOL