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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Pega em mim


 nelly tsenova

Pega em mim
e desloca-me entre o toucado de acentos
e a melodia das sílabas.
Ajuda a deslizar esta brancura vazia
na imagem ténue
que se enrola na palavra.

Atei a _ o _ fogo nestes fios
que vão acordando num despertar lento
e soletra o sussurro
nos subúrbios do poema.

Manuela Barroso


11 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Gostei.
Abraço e bom fim de semana

Ana Freire disse...

Quando a inspiração chega... e desperta a alma... que faz desenrolar as palavras...
Lindíssimo trabalho, Manuela!
Um beijinho grande! Feliz domingo, e uma óptima semana!
Ana

Graça Pires disse...

Enroladas nas palavras estão vogais errantes que se passeiam "nos subúrbios do poema".
Lindíssimo!
Uma boa semana, Manuela.
Um beijo.

Majo Dutra Rosado disse...

E o poema ficou belíssimo...

Eu e todas as fãs esperamos o regresso...

Grande abraço
~~~~~~~~~

SonoSerra Lab sono disse...




Viajo entre as vogais e consoantes, prendo -me as teias das sílabas e me encontro nas palavras de teu poema.
O subúrbio , que tu dizes, não tem lugar neste poema que ateia fogo á minha imaginação e percorre as alamedas de meu pensamento.
A definição de subúrbio não encontra abrigo em teus versos...
“a periferia é a negação das promessas
transformadoras, emancipadoras, civilizadoras e até revolucionárias do urbano, do modo de vida urbano e da urbanização."

Obrigada pela visita e pelas generosas palavras, minha doce Manu! A menina dos caracóis sempre se emociona ao ler-te...

Toninho disse...

Baile de figuras interessantes neste poema da criação.
Lindo sempre Manuela.
Abraços com carinho.

Emília Pinto disse...

" O despertar " de algumas realidades " é lento ", dolorido; o coração doído parece não querer deixar a escuridão da noite e recusa-se a encarar a " brancura " do novo dia que amanhece sempre com o sol a saudá-lo. Mas... a tristeza , a saudade, o vazio sentido se misturam no nosso coração, feito um novelo de " fios" que, dia após dias se vão emaranhando de tal forma que, por mais que tentemos não conseguimos descobrir a ponta para que serenamente, a peguemos com carinho e momento a momento, sem pressa a façamos deslizar para fora desenhando com ela uma nova imagem, Não será ainda uma imagem perfeita, mas... os fios continuam lá, o tempo também e a coragem a eles tem que se juntar ; assim... um dia a imagem se tornará cada vez mais perfeita embora, reconheça, o coração continuará a pedir " pega em mim "..aconchega-me no teu colo. Um beijinho, querida Manuela e, acredita, tantas vezes peço " pega em mim ", mas....não pode ser! Fica bem, sempre com muita FORÇA
Emilia

Jaime Portela disse...

O poema é excelente.
Fico sem palavras perante tanto talento poético.
Bom fim de semana, amiga Manuela.
Beijo.

Evanir disse...

Não é por falta de carinho,
que tenho ficado ausente do meu blog.
Estou sim com alguns motivos ,
que tem me inpedido de fazer visitas.
Mas jamais esquecerei a grandeza da nossa amizade,
Uma feliz tarde de sabado
Um Domingo abençoado.
Beijos,,Evanir.
Deixei na postagem
mimo sobre Outubro Rosa.
Fique a vontade desejar pegar..

Maria Rodrigues disse...

Maravilhoso poema
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Teresa Almeida disse...

Acho magnífica esta busca do poema, este enrolamento nas palavras.
Que bem escreveste, Manuela!
Meu apertado abraço.