SEGUIDORES

sábado, 22 de julho de 2017

Queria chamar-te


 catrin welz-stein

Queria chamar-te saudade
mas o eco não cabe no meu peito
Queria chamar-te sonho
mas morre no despertar de cada aurora
Queria chamar-te alegria
mas foge em cada assomar do dia
Queria chamar-te tristeza
mas morre na memória do teu sorriso
Queria chamar-te calor
mas foge-me em tuas mãos tão frias
Queria pronunciar o teu nome
mas habitas o espaço que me foge
Queria chamar-te luz
mas escondes-te nas portas da noite
Queria chamar-te adolescência
mas esfuma-se com o desejo
Queria chamar-te fogo
mas apagou-se com a neve.

Chamas -me miragem
mas ruiu com os sulcos da viagem

Volto a chamar-te saudade.

É isso com deparo
em cada paragem.



Manuela Barroso





7 comentários:

Toninho disse...

Vá saber que nos sulcos da viagem, escorrem belas e infindas historias.
Beleza de construção numa inspiração acelerada.
Abraços Manuela numa linda semana de paz e luz.

Maria Rodrigues disse...

Um poema sublime!!!
Uma saudade que acorrenta a alma e o coração.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Ana Bailune disse...

Difícil comentar... nó na garganta, pois me fez lembrar alguém...
lindo demais.

Graça Pires disse...

Magnífico poema, Manuela! A saudade contém todos os sentimentos que o coração convoca para expressar a mágoa ou as emoções que recordamos com estranheza...
Uma boa semana, minha Amiga.
Um beijo.

© Piedade Araújo Sol disse...

uma palavra
uma definição soft da palavra
saudade

:)

Majo Dutra Rosado disse...

Belíssimo, querida amiga.
Parabéns pelo talento.
Beijos
~~~

Ana Freire disse...

Simplesmente maravilhoso!...
Uma das formas mais bonitas de se definir o que é a saudade, que já li!
Sem palavras!... Muitos parabéns, Manuela!
Um beijinho grande!
Ana