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domingo, 2 de julho de 2017

Neste Canto...


Neste canto aconchego o meu sossego.
Não me despertes da luz que circunda o
meu sopro.
Não interrompas o meu sono.
Na metáfora dos meus olhos, tudo vejo
e sinto e quero, enquanto a vida
se passeia sob a minha pele como 
é seu desejo.
Se for tarde, que arrefeça sua pressa
.
Neste momento
quero o equilíbrio do tempo nesta calma
que busco sempre em movimento.


Manuela Barroso

Julho, 2017




14 comentários:

Maria Rodrigues disse...

Maravilhoso poema.
Que haja sempre um canto de paz para todos nós.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Gracita disse...

Manuela minha querida
Que grande artesã és tu minha querida que bordas com maestria versos tão magistrais para nosso deleite e prazer
Visceral poema. Parabéns amiga
Beijos

Zilani Célia disse...

OI MANUELA!
UMA BUSCA CONSTANTE MAS, QUE NEM SEMPRE ENCONTRAMOS, ESTE CANTINHO ESPECIAL PARA NOSSO ACONCHEGO.
LINDO AMIGA.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Maria Rodrigues disse...

Manuela, passei para desejar um excelente domingo
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

leninha brandao disse...

Enquanto te "leio", parece-me ouvir tua voz e o poema preenche os recantos de minha alma. Sempre a menina dos vinhedos em busca do aconchego e dona das mais belas palavras para esta busca ,resposta às inquietudes deste coração. Este aconchego também o procuro, por vezes em minhas lembranças, outras em meus sonhos e desejos.Uma semente de ilusão.
Um beijo, minha doce e querida Manu!

Graça Pires disse...

Um canto de sossego. O equilíbrio do tempo que se procura para aconchegar a vida... Lindo, Manuela!
Uma boa semana.
Beijo.

Emília Pinto disse...

Nesse canto só teu, querida Manela, onde uma tristeza maior tenta aconchegar-se, vais encontrar a " quietude" de que tanto precisas . Todos temos o " nosso canto " onde aquela dorzinha teima em ficar, de onde aquela inquietude não quer sair, mas... temos de aceita-los, pois a vida nunca nos prometeu só " cantos de sossego", de alegria de felicidade; tudo nos dá a vida, dá-nos uma mistura de emoções, de vivências, de encontros, desencontros, de perdas que doem muito, mas também nos dá aquele tempo que tudo curarå, ou pelo menos transformará o sofrimento numa saudade que ficará enquanto a " vida se passear sob a nossa pele " E o " equilibrio " chegará, querida amiga " neste canto " só teu. Do meu coração vai um grande abraço que, desejo, conforte um pouquinho o teu.
Emilia

Odete Ferreira disse...

Tanta harmonia, tanto sentimento, tanto desejo de paz...
Excelente momento poético, Manuela!
Bjs

JAIRCLOPES disse...

Para um anjo azul

Então fique no seu canto em aconchego
Sequer importe com essa luz que a circunda
Porque muito melhor será o teu sossego
Em meio a essa paz na qual você afunda

E curta com tranquilidade este seu sono
Porquanto nada justifica alguma pressa
Fique nos braços de Hípnos, em abandono
Porque sonhar, convenhamos, é bom a beça!

Da metáfora dos seus olhos, nada digo
Além de que você está vivendo a vida
Portanto, eu fico cá com meu umbigo.

Porquanto, não quero ser pessoa enxerida
Parecer que às coisas dos outros me ligo
Quero ter teu equilíbrio minha querida!

Majo Dutra Rosado disse...

Uma belíssima e expressiva composição artística, muito sentida
por todos... em especial a última estrofe.
Mais uma pequena maravilha poética, Manuela.
Bom Verão.
Beijos
~~~

Ana Freire disse...

Por vezes, como é bom segurarmos alguns momentos de olhos fechados... só para melhor os sonharmos...
Maravilhoso trabalho, como sempre, Manuela!
Adorei cada palavra!
Beijinho! Bom fim de semana!
Ana

Jaime Portela disse...

Ainda que instável, é muito melhor o equilíbrio em movimento do que em repouso...
Mais um excelente poema, que li 3 ou 4 vezes para absorver a sua beleza, nomeadamente linguística.
Um bom fim de semana, querida amiga Manuela.
Beijo.

Emília Pinto disse...

Querida Manuela, dificilmente deixo de comentar os teus maravilhosos poemas e creio que neste canto deixei algumas palavras. Posso estar enganda, pode ter acontecido alguma coisa na altura de publicar, mas... não sei. Bem, se tiver acontecido algum problema, não tem importância. Espero que estejas bem de saúde, embora saiba que a alegria seja pouca. Um beijinho, amiga e até sempre.
Emilia

Agostinho disse...

Belo poema que toca a fragilidade humana: o graal do tempo. Pelo menos para mim, arrebatado do chão da minha imaginação, que me sinto transportado na intuição primeva da explosão galática.

Apreciemos o momento,
lapso impossível de medir,
nem pelas mais sofisticadas
mecanicas, químicas ou atómicas invenções.

O movimento não se atém
a caprichos pendulares,
nem à vontade humana.

Aprecie-se, então, o canto
que ressuma da estrela,
a cada um o seu canto,
sem a pretensão inglória
do adiar do (seu) tempo.

Grato, Manuela.