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terça-feira, 27 de junho de 2017

Mãe

Mãe

 Branco está meu pensamento.

Escorrego nas margens do dia,
divagando à tua procura e ainda
há pouco tua luz se acendia
O teu perfume trouxe- me aqui,
a este pedaço de chão onde nasci.
O teu caminho foi peregrinação da Cruz
que erguias cada dia na oração, e inquietação
de quem sente que há outro lugar, outra luz.
 
 Mas branco…branco é meu pensamento.

Na orfandade que ficou  
levaste meu pensamento com o 
vento que te levou;
Contigo, voou também a minha infância
a lembrança das tuas mãos, minha voz
e inocência de criança.

Agora é a noite que me vigia
a  solidão que me aconselha.
e o teu leme que me guia.

Branco ficou meu pensamento

Dorme, Mãe!
Mas enquanto eu na terra caminhar
dá-me  de ti, a tua luz
refresca-me os pés
como a mãe de Jesus o fez ao pé da cruz.

23 de junho, 2017



10 comentários:

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Sentimentos em forma de poesia aliado aos meus sentimentos que aqui lhe deixo!
Bonita dedicatória, maravilhosa!
Sublimes palavras!
Deixo o meu abraço.

Rui

Emília Pinto disse...

Querida Manuela, não tenho palavras capazes de te dar conforto e só as tuas lágrimas te darão algum. Deixo-te o meu abraço solidário e amigo . A luz dela virá sempre iluminar os teus passo!
Emilia

Elvira Carvalho disse...

Sem palavras que sirvam de consolo, deixo um abraço solidário de quem já passou pela mesma dor.

Odete Ferreira disse...

O branco também é pureza, harmonia, luz. E neste belo cântico de homenagem e saudade, a Luz será sempre o segmento que deu vida e semeou vida. É a mais valiosa herança. Agora é a tua vez.
Forte abraço, Manuela

leninha brandao disse...

Palavras são insuficientes para te dizer do meu sentimento ao ler o teu poema e ao perceber a tristeza da minha querida "Menina dos vinhedos"...caminhei contigo à tua infância, minha doce Manu. Peguei em tua mão e juntas nos encantamos com nossa mãezinha e seu carinho. Não estás orfã, minha flor de madressilva...ela sempre estará ao teu lado e te protegerá das agruras deste mundo.
Um beijo e um afago, minha amigamaisirmã.

Ana Bailune disse...

Ontem, pensei muito em minha mãe.

Graça Pires disse...

Não sei, Manuela, o que te dizer. Só que sinto imenso...
"Na orfandade que ficou
levaste meu pensamento com o
vento que te levou;
Contigo, voou também a minha infância
a lembrança das tuas mãos, minha voz
e inocência de criança."
Um poema tão belo, tão sentido.
Um beijo.

Mar Arável disse...

Bjs tantos

Ana Freire disse...

Sem palavras, Manuela!... Sinto muito!...
Impossível não ler, sem ficar com um nó na garganta!
Ainda não me tinha apercebido de tal, pois no outro dia, não tive oportunidade, de por aqui passar...
Um beijinho grande! E um abraço super apertado!
Ana

Agostinho disse...

Que posso eu dizer desta primorosa manifestação de afecto. E de saudade?
De saudade, não! Quem guarda uma moldura, assim, no coração não precisa de preocupar-se com o amarelecer do tempo, na fotografia, papel que se coloca, como sinal, no mais nobre altar de casa. Essa luz que jorra do coração jamais se apagará de geração em geração. É isso que é. É isso que conta.
As maiores felicidades.