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domingo, 16 de outubro de 2016

Harpa de Inverno


Inverno árvores já tão despidas
também tempo longo de escuridão
como as folhas ssim também a vida
tem fases  tão longas de solidão

Mas na flor rosada da tua boca
nos ardentes olhos do teu jardim
passeei na rua das tuas mãos
caíram  frescas pétalas em mim

E o intenso perfume voltou
em tal êxtase de cor , alegria
que  não via teus olhos mas flores

E na corda suave do teus dedos
fui de uma harpa a harmonia
dedilhada na voz de nossos segredos.


Manuela Barroso



14 comentários:

Majo Dutra disse...

Manuela, que soneto belíssimo!
São maravilhosos os invernos assim cumpridos...
Dias muito agradáveis e felizes.
Beijinhos
~~~~

Gracita disse...

Em mim caíram pétalas apaixonadas que floresceram em completa harmonia dedilhadas pela magia da sua harpa chamada poesia
Tu escreves com alma e paixão querida comadre
Amo ler-te
Beijos e uma feliz semana

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida Manuela!
Inverno e solidão resultam neste lindo poema...
Interioridade da estação propricia isso e mais...
Bjm muito fraternal

Ana Bailune disse...

Belíssimo soneto.
Delicado, parece um passeio na floresta.

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Um poema apaixonante!
Adorei.
Uma boa semana.
Abraço
Rui

Pérola disse...

Um dedilhar suave e harmonioso.

Beijos

Emília Pinto disse...

E a noite cedinho cobre o dia, tornando as árvores ainda mais despedidas; tristes sem folhas, enegrecidos ficam seus troncos seus galhos e a " solidão nelas se instala; nelas, nos jardins e em nós uma ainda maior, mais longa.Mas o Inverno seguiu-se ao Outono que se seguiu ao Verão e este à Primavera e com estas fases que a vida , constante e serenamente roda, seguimos nós também; um dia a seguir ao outro, com os perfumes da primavera, com o esvoaçar das folhas do Outono, despedindo-se, com o branco das geadas do Inverno; não é tão sereno este nosso rodar e nem sempre estamos dispostos a deixar para trás os inebriantes perfumes das flores e a alegria de um lindo de sol, mas não adianta...a vida nos empurra e temos de seguir.Será melhor repirar fundo, imaginar aquela " harpa" e tirar dela o som mais harmonioso que pudermos. Seremos capzes? Dedilhar as cordas deste belo instrumento musical tenho a certeza de que não sou, mas imaginar e sentir a harmonia desse som, isso, sim, é só fazer um pequeno esforço.O dia , cedinho escurecido , voltaria a ter mais cor, mais alegria. Quisera eu ter essa capacidade, Manuela!!! O Ivermo entristece-me! Mas...fazer o quê? Só desejar-te as melhoras, agradecer-te este belo momento poético, dar-te os parabéns e deixar aqui um grande abraço e a minha sincera amizade
Até breve, querida amiga!
Emilia

Ailime disse...

Boa tarde Manuela,
Um soneto magnífico!
Beijinhos e boa semana.
Ailime

Mar Arável disse...

Uma ternura estimada poeta
Bj

Jaime Portela disse...

Também nos vamos despindo à medida que o nosso inverno se vai aproximando... É a vida marcada pelo tempo, que é inexorável...
Mas há flores que nos rejuvenescem...
Excelente soneto, querida amiga, nota dez, ou seja, excelente.
Manuela, tem um bom resto de semana.
Beijo.

Maria Rodrigues disse...

Que o suave som da harpa, afaste a escuridão dos invernos, que por vezes preenchem a nossa vida.
Maravilhoso poema.
Beijinhos
Maria

ANNA disse...

Gracias Por pasar por mi blog.
Me permitirdo pasar tu blog a mis segidores para que visite

Ana Freire disse...

Uma maravilhosa melodia, sob a forma de palavras, Manuela!...
Para ler e reler...
Adorei! Beijinhos
Ana

Toninho disse...

Uma marca da levez e delicadeza.
Podemos sentir os movimentos da cordas nos acordes.
Muito lindo soneto amiga.
Abraços.