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sábado, 3 de maio de 2014

Chora, Terra...



Chora, Terra pela injustiça dos fracos na cegueira da guerra
Na indigestão da crueldade, vomita em lava o vermelho incan-
descente  da maldade.
Grita a tua fúria no relâmpago das trovoadas. Os Homens já não
ouvem a linguagem mansa das manhãs orvalhadas.

Faz chorar as nuvens. Os Homens já não têm lágrimas.
Rega os campos, as flores e a harpa do centeio.

A navalha do grito do vento,
fez refém a luz do pensamento.

Manuela  Barroso in "Eu Poético VI"
Imagem: Da Net








A ti
Obrigada, Mãe!