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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As noites...



As noites que te sonhei,
meu amor,
foram pétalas tecendo rosas em cabelos
na madrugada dos teus dedos.
Eras o contorno na luz
que no teu corpo crescia
e num abraço profundo
 o sorriso renascia.
E a noite,
meu amor,
te escondia!
No desassossego das horas
eras o sonho acordado
em noite de lua nova.
Na inquietação das sombras,
doce serenidade
na maré cheia da tarde!
E o céu doce nascia
na descoberta do amor,
que pelo nosso corpo descia
 nas pétalas brancas da luz.
Tuas mãos eram o calor,
o fogo
de tanto amor!

E o pano vai descendo
trocando as voltas
                        à vida!
E nunca se viu em redor
tanta loucura e ardor
tanta sede
                        desmedida!


                                                             Manuela Barroso

13 comentários:

José Carlos Moutinho disse...

Belo poema, muito ternurento

Leninha disse...

Manu querida,boa noite!!!

Tuas pétalas vieram tecer sonhos e trazer lirismo à minha noite...luz e beleza ao meu coração.
Lindo poema,amiga.
Um perfume de rosas para tuas mãos,
Leninha

mfc disse...

Um poema terno, lindo e, porque não dizê-lo, contagiante também!

joaquimdocarmo disse...

Manuela
Antes de mais, o meu sincero obrigado pela sua sempre muito amável presença no meu blogue, mesmo quando me ausento!
Mais um poema belíssimo, de emoção e sensibilidade contagiantes:
"...E o céu doce nascia
na descoberta do amor,(...)" - que maravilha!
Beijinho
Quicas

elvira carvalho disse...

Sensível, terno e muito bonito. Obrigada pela partilha.
Um abraço

Luna Sanchez disse...

Encantador, Manu.

Encantadora Manu.

Beijo meu, querida.

Sonhadora disse...

Minha querida

Embalei-me neste sonho de amor...nesta sede de ternura...nesta poesia que prende nos braços o amor.
É sempre um deleite ler-te.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Como as Cerejas da Minha Janela... disse...

Lindamente cantado em verso este amor tão apaixonadamente encantado e repleto de desejo. Lindo demais...

Mais uma viagem pelas palavras doces da bela poeta Manu...

beijos com carinho
Liz

。♥ Smareis ♥。 disse...

Quanta ternura nesse poema, lindo demais. Beijos e ótima semana.

Menina no Sotão disse...

Certos poemas nos pedem silêncio, suspiro e uma sensação de pele desnudada...
Adoro quando a poesia vai além e se disfarça de horizonte.
bacio carissima

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Muito, muito bonito!

Palavras lindas!

tecas disse...

«No desassossego das horas
eras o sonho acordado
em noite de lua nova.
Na inquietação das sombras,
doce serenidade
na maré cheia da tarde!» Divino desassossego...que desnuda as horas de amor.Não existe pano que cubra amor assim. Arrebatador e sensualmente sublime. Vénia merecida, querida e grande poetisa Manelinha.

Ibrahim disse...

À Noite...
À noite... aguardo o silencio das coisas. Espero pelo grande vazio. Fecho com força os olhos para que não reste sopro de luz no manto negro. O vazio é o grande ser. No vazio cabem todas as coisas. À noite... no infinito do vazio, estamos todos juntos!

Olá Manuela,
Como sempre é uma delicia ler a sua prosa. Resolvi, uma vez mais, partilhar consigo um pequenino texto meu... quando de alguma forma o mote se encontra, pequenos devaneios! A partilha é um agradecimento.

Bjnho, Nuno